09 de agosto de 2020
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Virada Cultural é aprovada na Câmara e terá 24h de apresentações em toda a Capital

Câmara

Os parlamentes da Câmara Municipal também aprovaram nesta manhã o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a instituir e incluir no calendário oficial de eventos e de programações do município de Campo Grande a Virada Cultural de autoria do vereador Eduardo Romero (PT do B).

Hoje foi a 2º votação do projeto de maneira simbólica e definitiva. De acordo com Eduardo Romero a participação dos artistas nas atividades culturais tem crescido muito na Capital, por esse motivo vai ser criada a Virada Cultural com apresentações em diversos pontos da cidade. “Iremos distribuir as atividades culturais em diversos pontos da cidade durante 24 horas de apresentações como já ocorre na cidade de São Paulo. Desta maneira as pessoas poderão conhecer todas as apresentações que acontecem aqui”, afirma Eduardo.

O vereador aproveitou a ocasião para também reclamar da falta de recursos do governo destinados a cultura campo-grandense. “Hoje em dia nós temos que ficar mendigando políticas públicas e recursos voltados à cultura. O que os governantes precisam entender é que a cultura é um componente importante que move outros fatores como a educação e a saúde pública. A cultura não pode ser tratada como perfumaria. Queremos que ela seja tratada como um importante setor”, afirmou.

Ainda segundo o vereador, apenas 1% dos investimentos da LOA (Leia orgânica do município) corresponde à cultura. “Apenas 1% da lei corresponde à cultura, mas esses investimentos nunca chegam a dois milhões de reais que eram necessários. Geralmente conseguimos apenas um milhão dessa porcentagem”, destacou.

Quem aproveitou para também discorrer sobre esse assunto foi o vereador Paulo Pedra (PDT) que disse que vários talentos ainda são desperdiçados na cidade por falta de locais específicos para o desenvolvimento da cultura.

“Esses dias passei pela cidade de Rio Branco no estado do Acre que possui mais pontos culturais que Campo Grande, isso é um absurdo. Quantos talentos estão sendo perdidos por falta de lugares para o desenvolvimento de pintura, artesanatos, dança, teatro, entre outras atividades”, concluiu.

Alan Diógenes