16 de maio de 2022
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LEI SECA | JOGADOR

Adriano Imperador é parado pela polícia e recusa teste do bafômetro

O ex-jogador do Flamengo, Adriano Leite Ribeiro, o Adriano Imperador, foi abordado em uma blitz da Operação Lei Seca na madrugada de domingo

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No último domingo (23), o ex-jogador Adriano, conhecido como Adriano Imperador foi parado pela polícia em uma blitz da Lei Seca. Porém, o que poderia passar despercebido, trouxe problemas para ele, já que ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

No entanto, como se não bastasse isso, a documentação de Adriano estava suspensa, o que o fez ser autuado e ainda precisar chamar uma pessoa habilitada e regularizada para levar o seu carro embora.
 

“O ex-jogador do Flamengo, Adriano Leite Ribeiro, o Adriano Imperador, foi abordado em uma blitz da Operação Lei Seca na madrugada de domingo (23), na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ao checar a documentação do ex- jogador, os agentes verificaram que ele está com a CNH suspensa. Adriano foi autuado e o seu veículo só foi liberado após a chegada de um motorista habilitado”, informou a nota oficial enviada pela assessoria pela Quem.

Adriano Imperador fala sobre a vida pessoal

Em recente entrevista, Adriano Imperador falou abertamente de como foi sua ascensão ao futebol, a morte de seu pai que o abalou muito até hoje e até a relação conturbada com a imprensa.

“A imprensa, às vezes, não entende que somos seres humanos. Era muita pressão ser O Imperador. Eu vim do nada. Eu era um garoto que só queria ir jogar futebol e curtir com os amigos. E eu sei que não é algo que você ouve de muitos jogadores hoje em dia, porque tudo é muito sério e há muito dinheiro envolvido. Mas estou apenas sendo honesto. Nunca deixei de ser aquele moleque da favela.

A imprensa dizia que eu tinha ‘desaparecido’. Eles falavam que eu tinha voltado para a favela e estava me drogando, e mais um monte de m#rd@. Publicavam fotos minhas dizendo que eu estava cercado por criminosos e que minha história era uma tragédia. Quando escuto uma coisa dessas, só rindo mesmo, porque eles não têm a mínima ideia do que acontece na minha vida. Eles não sabem como isso pode machucar uma pessoa.

Na época, eu estava desolado com a morte do meu pai. Queria me sentir eu mesmo novamente. Eu não estava drogado. Isso nunca. Eu estava bebendo? Sim, claro. Merda, sim, eu estava. Saúde! Mas, se quiser testar – te juro por Deus –, você não vai encontrar droga nenhuma no meu sangue. O dia em que eu usar droga é o dia em que minha mãe e minha avó vão morrer. Bebida alcoólica? Ah, isso vai dar mesmo, bastante, até porque eu gosto de tomar um ‘danone’.

Voltei para o meu povo, meus amigos, minha comunidade. Eu não queria morar num castelo, isolado de tudo e de todos”.