28 de setembro de 2021
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"BOI NOBRE"

Açougue é fechado e dono preso por vender carne de cavalo e javali

Casal dizia à clientes que eram de boi e porco, mas peritos descobriram que se tratavam de animais oriundos de abatedouro clandestino; se condenados, comerciantes podem pegar até 18 anos de prisão

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Um empresário de Tubarão, município de Santa Catarina, foi preso nesta terça-feira (16.fev), suspeito de vender carnes de cavalo e javali como se fossem bovinas e suínas, respectivamente. A esposa do homem, dona do comércio, também é suspeita.  

A Polícia Civil  (PC) cumpriu mandado de interdição de um açougue de nome 'Boi Nobre', estabelecimento onde, segundo a PC, teriam ocorrido as vendas dos produtos.     

A PC investiga o casal desde 14 de agosto de 2020, quando foi descoberto um abatedouro clandestino de cavalos, no município de Imaruí, a pouco mais de 70 quilômetros de Tubarão. O local, segundo os investigadores, era mantido pelo empresário que usava carnes dos animais abatidos para vender no açougue. 

Uma dupla presa no abatedouro revelou que as carnes eram encaminhadas a um estabelecimento em Tubarão. Além disso, no abatedouro também eram comercializados animais que teriam sido furtados. 

A PC foi ao local e realizou inspeção, juntamente com o Procon do município. 

De acordo com a Delegacia de Delitos de Trânsito e Divisão de Crimes Ambientais (DTCA), amostras dos produtos vendidos no estabelecimento foram encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília, que constatou a existência de carnes de cavalo e de javali.

Os peritos confirmaram a fraude por meio de sequenciamento genético. O exame pericial apontou carne de cavalo na comercializada como bovina moída e a de javali nas linguiças vendidas como suínas.

O casal dono do açougue poderá responder, segundo a Polícia Civil, por receptação qualificada e crimes de ordens de consumo e podem ser condenados de sete a 18 anos de prisão.  

O empresário disse que à PC que não vende produtos adulterados, e argumentou que a acusação é feita por concorrentes. 

FONTE: UOL.