26 de outubro de 2021
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COMBATE ESPECIAL

Com aumento de furtos de fios de energia, Conselho cobra Polícia Civil

Ações dos criminosos vêm sendo registrada por câmeras de segurança de moradores que moram vizinhos a obras e residências desocupadas

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A presidente do Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Cocen), Rosimeire Costa, esteve na tarde desta segunda-feira, 20 de setembro, com o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Adriano Garcia Geraldo e delegada-geral adjunta, Rozeman Geise Rodrigues de Paula, ocasião em que protocolou uma carta solicitando “especial combate aos furtos de cabos da rede de energia elétrica de Mato Grosso do Sul”. No caso do furto de fios da rede de energia, além dos graves riscos de acidente, o prejuízo também recai sobre o consumidor nos reajustes tarifários anuais (RTAs), computados como “perdas não técnicas”.

“Embora seja um crime de menor potencial ofensivo, esperamos que as ações da Polícia Civil, que já ocorrem por meio de operações, sejam intensificadas. É importante que as pessoas registrem boletim de ocorrência para que a Polícia possa mapear a ação dos criminosos”, alertou Rosimeire.

As ações dos criminosos vêm sendo registrada por câmeras de segurança de moradores que moram vizinhos a obras e residências desocupadas, que estão para locação, por exemplo. Também têm como alvo o poder público, com furto de tampas de bueiros, furtos de fios usados em semáforos, lixeiras e outros itens de metal.

O Concen ressaltou que o valor de mercado dos metais, em especial do cobre, é um chamariz para envolvidos nos crimes, por isso é preciso atuar junto aos receptadores e identificar toda a cadeia envolvida no crime até a ponta, ou seja, quem absorve o material produto de fruto.

Além do furto de fios, o consumidor também arca com as perdas geradas pelo furto de energia elétrica, que para o processo de RTA de 2021 somou R$ 48,9 milhões, sem contar incidência de impostos. O volume de energia furtada na área de concessão da Energisa de Mato Grosso do Sul seria suficiente para abastecer 107 mil residências por um ano, ou uma cidade como Corumbá por um mês, disse o sindicato.