09 de agosto de 2022
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NACIONAL | VÁRZEA GRANDE (MT)

Empresária é presa por forjar o próprio sequestro

Estava desaparecida desde a quarta (1.dez.21)

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A empresária Ruana Sabrina Fortunato Freitas, de 28 anos, que estava supostamente desaparecida, foi presa na quinta-feira (2.dez.21), suspeita de forjar o próprio sequestro em Várzea Grande (MT), para vender a caminhonete dela e receber o seguro do veículo.

Ruana deve responder por estelionato e falsa comunicação de crime. Ela foi localizada dirigindo seu veículo em uma avenida da capital.

No mesmo dia da prisão o marido de Ruana, Laudelino Luiz de Souza Saretto Filho, denunciou o sequestro da empresária à polícia. Segundo o relato dele, a mulher saiu para comprar bebidas em uma distribuidora, na quarta (1°.dez), por volta das 8h, e não voltou mais.

Logo depois, ele disse que teria recebido um vídeo que supostamente mostrava a mulher encapuzada, sendo mantida em cárcere privado.

Ainda na quinta, após o registro da ocorrência, a Polícia Civil começou a investigação, que apontou que a caminhonete estava na região do Coxipó, em Cuiabá.

Equipes da unidade foram ao local indicado e encontraram o veículo, sem a placa traseira, e conduzido pela, até então, vítima. 

Ela foi interceptada quando dirigia a caminhonete na Avenida Arquimedes Pereira Lima, na capital.

Segundo a polícia, em entrevista com os investigadores, Ruana entrou em contradição várias vezes. Conduzida à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para prestar depoimento, a empresária acabou confessando que forjou o sequestro e o roubo do veículo.

Segundo o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, ela contou que o objetivo era comercializar a caminhonete no mercado clandestino e depois receber o valor do veículo da seguradora.

O veículo foi apreendido e a mulher autuada em flagrante por falsa comunicação de crime e estelionato. Após o interrogatório, ela foi levada para a sede da Polinter e depois será encaminhada para audiência de custódia no Fórum da capital. 

O marido da suspeita prestou declarações e, de acordo com a apuração da GCCO, foi descartada a participação dele nos crimes.