19 de abril de 2021
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ITAQUIRAÍ | HOMICÍDIO

Encontrado morto com tiro na região da nuca pode ter sido 'executado'

O principal suspeito de matar o homem é o atual companheiro da ex-mulher

Familiar anônimo apontou que proibido de ver o filho, Flávio Henrique dos Santos, de 32 anos, teria sido morto com um tiro na região da nuca ao ir ontem (25.fev) até a casa da ex-esposa, em Itaquiraí (MS), na esperança de ver a criança. “Visualmente parece que o projétil foi na nuca, mas ainda vamos aguardar a perícia, porque se foi na nuca, pode ter sido uma execução. A vítima estava imobilizada? Estava no chão? Porque se o tiro foi de fato na nuca, isso muda tudo”, explicou o delegado de Polícia Civil de Itaquiraí, Eduardo Lucena, responsável pelo caso. 

O principal suspeito de matar o homem é o atual companheiro da ex-mulher, um jovem de 23 anos, que está foragido e deve se apresentar no máximo até 2ª-feira (1º. março). “Ele fugiu do local do crime, mas o advogado já entrou em contato dizendo que ele vai se apresentar. Não combinamos ainda [quando vai se apresentar] mas eu acredito que no máximo segunda-feira [1º-março], ou amanhã ou depois, mas se começar a demorar a gente vai pedir a prisão dele”, disse o investigador. 

Conforme o delegado, a informação de que “o impedimento da visita ao filho” teria provocado a discussão não procede. “A gente não apurou isso aí. A gente trabalha com a hipótese de crime passional. Mas existem pontos que a gente precisa esclarecer melhor. Na verdade, não ouvimos esse familiar, mas assim, é comum nesse tipo de crime, o familiar da vítima defender a vítima e o familiar do (criminoso) defender ele. O que a gente tem: que eles vinham se desentendendo há um tempo, e que ontem a noite a vítima foi até a residência, discutiram e houve esse disparo”, pontuou. 

De acordo com o delegado, a informação é apenas uma linha. “Ó, se o tiro foi na nuca. A gente vai analisar! A pessoa estava no chão na hora do disparo ou estava em pé? Porque isso pode mudar tudo. Se a pessoa estava no chão rendida, pode ser uma execução. Se o tiro fosse de frente é... poderia caracterizar uma legítima defesa, agora um tiro na nuca? Fica meio embaraçoso. São coisas que a gente vai investigar”, disse. 

Ainda de acordo com o investigador, como tudo é muito recente nem se pode afirmar que de fato o tiro entrou pela parte de trás do pescoço (nuca). “Então, a gente tem que aguardar o laudo do médico legista. Quando é tiro na cabeça, é muito vascularizado. Porque na hora olhando para o corpo, é precipitado a gente dizer: o tiro entrou aqui saiu aqui. O médico vai dizer a trajetória balística. Tudo isso vai dar uma dinâmica de como foi o crime. Porque não tem nenhuma testemunha ocular”, ressaltou. 

Questionado sobre a informação de que a região atingida foi na nuca o delegado ponderou. “A princípio, em uma análise visual parece que foi na nuca, mas isso daí é só o legista quem vai dizer. Porque como falei é uma região muito vascularizada”, esclareceu. 

Direitos: (*A informação 'do familiar' foi prestada ao site Campo Grande News).