15 de junho de 2021
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Carnaval corumbaense encanta os olhos do público

As duas noites surpreenderam o público da Cidade Branca e turistas

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O carnaval em Corumbá encantou os olhos de quem por lá passou. Cores, bailarinos, grandes alegorias tomaram conta da avenida General Rondon. O primeiro dia teve muito samba, manifestações festivas do povo brasileiro, exaltação à cidade, prevenção do câncer, dentre outros. As informações são do G1 e Diário Corumbaense.

Na primeira noite cinco escolas passaram pela avenida, mostrando em diferentes temas todo o brilho do carnaval 2015.

Caprichosos do Samba: A escola falou sobre a religiosidade do brasileiro com o enredo “A Caprichosos canta cultura, tradição e crenças regionais”, com destaque para as festas de São João, Folia de Reis e Louvor à Iemanjá, além da devoção à Nossa Senhora Aparecida, santa padroeira do Brasil, representada pela ala das baianas, além da festa de Parintins, na qual os bois Garantido e Caprichoso duelam anualmente pela mais bonita apresentação.

Estação Primeira do Pantanal: O destaque na escola foi a historia e João Pedro Cavassa, Rei Momo na década de 70 e diretor de diversas agremiações da cidade.  O homenageado desfilou no último carro ao lado da esposa, Eliane.

Nas alegorias foram representadas as paixões de João Pedro, como o carteado, o signo de libra, os bancários, o café, trigo.

Unidos da Major Gama: Para representar o amor do corumbaense à Cidade Branca, a escola, através do enredo “Corumbá, Capital do Pantanal: Orgulho Nacional”, saudou a biodiversidade do pantanal, o tuiuiui, ave símbolo, índios guató e a população ribeirinha, além das festividades como o próprio carnaval, o São João e o Festival América do Sul.

Também foi destaque o desenvolvimento econômico através de atividades como a indústria do cimento, a mineração, pecuária, agricultura e a imprensa local e a homenagem feita as vertentes culturais, os músicos, artistas plásticos, poetas e pintores.

Imperatriz Corumbaense: O útimo grupo teve como principal tema a prevenção ao câncer.  O mestre-sala Elton e a porta-bandeira Lindinha inovaram ao representar a radioatividade, uma das formas de tratar a doença. A bateria, por sua vez, desceu de hemoglobina, representando o sangue de uma vida nova.

Além disso teve alas que lembravam as ormas que a enfermidade pode se manifestar: cerebral, pele, mama, rim, leucemia, ósseo, infantil, bexiga, próstata, pâncreas e fígado.

Marquês de Sapucai: A escola do grupo especial homenageou o carnaval de Campo Grande, destacando nomes dos  personagens João Renato Pereira Guedes, o Picolé, e o carnavalesco Valdir Gomes.

Segundo dia

No segundo dia as homenagens foram á marinha, a preservação ambiental, temática infantil, magia do circo e 'estrelas negras do Brasil'.

Mocidade Independente da Nova Corumbá: A escola fez homenadem a historia da Marinha, destacando o 6º Distrito Naval, na região pantaneira, tendo no desfile o Cisne Branco, a história da navegação, guerra do Paraguai e batalha do Riachuelo.

Império do Morro: A escola passou a mensagem direcionada a preservação do meio ambiente com o enredo “A Império canta a ecologia – O futuro do planeta em nossas mãos”. A escola mostrou os quatro elementos naturais, a água, terra, ar e fogo, além da ambição do homem que coloca em risco a vida do planeta com o uso imprudente dos recursos naturais.

A Pesada: Com enredo  “Saudade da Minha Infância Querida, Aurora da Minha Vida – Eu Era Feliz e Não Sabia”,  a escola apostou na temática infantil, comparando brincadeiras antigas com as tecnologias atuais.

Os bailarinos vestiram-se com fantasias de heróis infantis, como o He Man e a Sherra. Ao final , a escola divulgou o Disque 100, serviço de utilidade pública destinado a receber demandas relativas a violação dos Direitos Humanos, em especial a violência infantil.

Acadêmicos do Pantanal: A escola desfilou ao magia do circo, om palhaços, equilibristas, domadores e demais artistas, além de todos os envolvidos nessa arte, como os vendedores de guloseimas que caminham entre as fileiras do público.

Vila Mamona: Encerrando a segunda noite, com o enredo  “O brilho da noite, estrelas negras do nosso Brasil”, os bailarinos representaram as mulheres de fibras e espírito guerreiro. Também foram homenageadas Iemanjá, Iansã, Oxum e Nanã, orixás femininos da cultura afro-brasileira.

Também foram homenageados o Zumbi e Dandara, símbolos da resistência negra no Brasil, além da Dona Ivone, devota de São Pedro e uma das principais responsáveis por tornar a festa do santo padroeiro dos pescadores conhecida em todo o Mato Grosso do Sul.