08 de dezembro de 2021
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SAÚDE MENTAL

Mesmo nos padrões de beleza, Megan Fox sofre de "feiura imaginária"

A atriz norte-americana disse ter muitas inseguranças profundas sobre seu corpo

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Considerada um símbolo de beleza, Megan Fox, de 35 anos, afirmou sofrer de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), que leva a preocupação excessiva com o corpo. A atriz norte-americana, famosa por protagonizar filmes como 'Garota Infernal' e 'Transformers' (Assine SKY para assistir aos filmes) abriu o debate a respeito da doença e das consequências da 'feiura imaginária' na era da Internet e do Instagram.

Em entrevista à GQ Magazine, a atriz desabafou a respeito dos efeitos da doença em sua vida e disse que as aparências podem enganar: “Podemos olhar para alguém e pensar: ‘Essa pessoa é tão bonita. Sua vida deve ser muito fácil’. Muito provavelmente, ela não se sente assim. Sim, eu tenho dismorfia corporal. Tenho muitas inseguranças profundas”, desabafou.

Megan também confessou ter sofrido muito ao passar pelo que ela denominou 'momento sombrio' por causa do transtorno. Segundo a atriz, ao ser vista como símbolo sexual após o lançamento do filme 'Garota Infernal', ela se encheu de medo a ponto de não querer ser vista em público: “Eu não queria ser vista, não queria ter que tirar fotos, aparecer em revistas, andar em tapetes vermelhos, não queria ser vista em público de maneira alguma. Isso por causa do medo e da crença, a certeza absoluta de que zombariam de mim”, disse.

E se engana quem pensa que a Dismorfia Corporal atinge apenas pessoas famosas. Em tempos de redes sociais e constantes influências de marcas e blogueiras dentro do 'padrão de beleza', a estimativa é de que apenas no Brasil cerca de 2% da população (mais ou menos 4,1milhões de pessoas) sofram com o transtorno. É importante dizer que a disformia costuma surgir na adolescência e, se não tratada, pode levar à ansiedade e depressão.

 

 

O TRANSTORNO

O Transtono Dismórfico Corporal é um transtorno psicológico que leva a pessoa a focar excessivamente em algum defeito que ela acredita ter na própria aparência. Esse 'defeito' pode levar a pessoa a passar horas por dia tentando corrigí-lo por meio de procedimentos estéticos ou excesso de atividade física.

É comum que a pessoa com o transtorno examine com frequência sua aparência diante do espelho, além de comparar a própria aparência com a de outras pessoas a ponto de evitar situações sociais ou fotos.

O TRATAMENTO

O tratamento psicológico é necessário e pode incluir o auxílio de um psiquiatra para a recomendação de medicação antidepressiva. 

Quanto mais cedo o transtorno for identificado e tratado, melhor, já que ao longo do tempo ele pode levar a outros fatores como transtornos alimentares, ansiedade e depressão. Além disso, quem sofre com o TDC costuma buscar muitos procedimentos estéticos e, em muitos casos, sofrendo ainda mais com a doença, já que nem as mudanças causadas pelos procedimentos são capazes de eliminar os defeitos vistos no espelho.