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sexta, 19 de outubro de 2018

II Seminário

"Corrupção é um assassino silencioso", diz Superintendente da PF em MS

"O cidadão que devemos ser e a política que queremos ter", foi o tema dessa edição

Por: Tero Queiroz17/05/2018 às 10:21
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Foto: Divulgação/Assessoria

“A corrupção é um assassino silencioso”, foi a frase dita durante o II Seminário O cidadão que devemos ser e a política que queremos ter, pelo Superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Luciano Flores de Lima, que mostrou por meio de estatísticas, o tamanho do estrago causado pela corrupção no Brasil.

O resultado pode ser constaSupetado quando deparamos com imagens de pessoas deitadas no chão de hospitais por falta de leitos, escolas sem infraestrutura adequada, falta de saneamento básico, entre outras tantas pelo país afora. “Os efeitos são simples de serem mostrados, infelizmente”, disse o superintendente, que parabenizou a iniciativa do II Seminário, idealizado pelo vereador Dr. Lívio (PSDB) e realizado pela Câmara Municipal de Campo Grande, no mês de abril.

Os dados apresentados por ele evidenciam a situação alarmante pela qual atravessa o país e o trabalho que vem sendo feito para combater a criminalidade, por meio de diversas operações como a Lava-Jato, na qual ele teve uma atuação expressiva.  Para se ter uma ideia, a Controladoria-Geral da União (CGU) fez um levantamento, em 2010, em que de 120 municípios fiscalizados pela CGU, 110 apresentaram alguma irregularidade, a maioria ligada ao desvio de verbas destinadas à educação, saúde e infraestrutura.

Há ainda outros dados que mostram a porcentagem do PIB brasileiro referente a recursos públicos, oriundos de corrupção; a relação da falta de tratamento de esgoto com a mortalidade infantil; e um relatório minucioso da Lava-Jato com informações como o número de mandados de busca e apreensão, de mandados de prisões temporárias, de condenações e outros computados até abril de 2018.

Para o superintendente os números revelam uma indignação ainda maior quando ele mostra, nos slides de sua palestra, a quantidade de dinheiro apreendido e que poderia ser aplicado em melhorias para a sociedade. Segundo ele, estima-se que aproximadamente 20 bilhões de reais anuais são desviados nas prefeituras municipais, somente dos recursos repassados pelo governo federal. “Os efeitos são literalmente sentidos na nossa carne”, concluiu o palestrante.

A quantidade de dinheiro apreendido pela Lava-Jato, bem como outras estatísticas, estão detalhadas na palestra Pobre País Rico: os estragos da corrupção no desenvolvimento do Brasil, que você pode assistir na íntegra acessando https://youtu.be/ORaED7Xl0ic

 

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