20 de janeiro de 2021
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Cana-de-açúcar teve perda de R$ 600 milhões na safra 2013/2014

 Foi divulgada hoje pelo presidente da BioSul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda Filho, dados da safra 2013/2014, que ficou abaixo das expectativas dos produtores.

O principal fator que fez com que houvesse a queda na produção da cana-de-açúcar nesta safra foi a quantidade de chuvas e as geadas nos meses de maio, junho e agosto, passado.  A perda da safra foi de mais de R$ 600 milhões.

Conforme explicou o presidente, a expectativa em abril passado para a safra da sacarose era um aumento de 44,1% em relação a última, no mês de outubro essa expectativa baixou para 40,3%. A produção total da safra desse ano foi apenas 11,28% maior que a 2012/2013, ou seja, 4 milhões de toneladas abaixo do esperado (5,9%), além de ter tido apenas 10 quilos de açúcar por tonelada de cana.

A produção do açúcar teve 21,42% de redução, o etanol anidro teve um aumento de 21,02% e o etanol hidratado 14,9% de aumente. O etanol total, que é a soma dos dois, teve apenas 16,45% de aumento nesta safra. A produção da cana-de-açúcar é destinada 72% para o etanol e 28% para o açúcar.

A bioeletrecidade, também produzida com a sacarose teve 17,03% de crescimento, ficando em 1.517.279 MWh. Com esse valor é possível abastecer todas as casas do Estado com energia.

O mercado estadual destina 81% de sua produção para a exportação, 12% para outros estados e apenas 7% da produção fica em Mato Grosso do Sul. O consumo do etanol cresceu 40% eem MS no ano passado, já a gasolina ficou em 5%.

No Estado 8 milhões de hectares são destinados às pastagens, porém, alguns produtores já estão convertendo para outras culturas como o milho, eucalipto e a própria cana.

No balanço geral, a cana-de-açúcar, devido ao clima teve a produtividade abaixo do esperado. O açúcar teve as cotações mais baixas devido a entrada de outros players no mercado, porém, o câmbio foi melhor. O etanol ainda tem o mercado reprimido por concorrência artificial. A bioenergia está prejudicada devido aos leilões.

Enfim, as geadas afetaram o volume e a qualidade da cana, o que irá afetar as próximas duas safras. “Espero que o fator São Pedro colabore nas próximas safras”, brincou o presidente ao final da coletiva.

Tayná Biazus