26 de setembro de 2020
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Comércio está dividido e nem todos os setores estão satisfeitos com os aumentos nas vendas

O aumento no volume de vendas no centro da Capital dividiu a opinião dos comerciantes varejistas. Enquanto alguns setores tiveram aumento de até 20% nas vendas, outros reclamam que as vendas estão abaixo da expectativa e até menores do que no mesmo período do ano passado.

Por exemplo, o gerente da lanchonete Bar do Zé, Macio Okama, 47, reclama que o consumo está menor que em 2012 e nem compensa manter o estabelecimento aberto até mais tarde, mesmo trabalhando na rua Barão do Rio Branco, região central. “O movimento está do mesmo jeito. Fraco e bem parado. Ano passado estava melhor. As vendas caíram uns 20% em relação a 2012. Nem contratamos mais gente porque estamos fazendo expediente normal até às 18h. Só na sexta-feira que ficamos até às 20h30”, conta. Já em outro setor na mesma localização, o engraxate André Luiz Ferreira, 48, comemora o aumento do fluxo de pessoas. Ele conta que atende mais de 15 clientes por dia e, às vezes, o serviço se acumula com muitas pessoas na fila.

Para a vendedora de roupas Dayane Pereira da Silva, 23, houve uma má distribuição no período de compras. “Em relação ao ano passado, o Centro está mais cheio. As vendas aumentaram cerca de 20%, mas outubro e novembro foram parados. Ano passado tinha mais movimento nesses meses”, explica.

Eletroeletrônicos - No setor de eletroeletrônicos, a televisão é a campeã de vendas. “Está vendendo bastante, estou conseguindo dobrar a cota. TV e celular são os aparelhos que mais saem. A pessoa compra uma televisão top de linha daqui três meses já tem outra melhor. As pessoas querem conforto”, conta o vendedor Adriano Barbosa, 30. Ainda assim, nem todos podem comemorar. Segundo o vendedor da loja concorrente, Júlio Cesar Coxêo, 38, as vendas estão 15% abaixo das expectativas.

Policiamento – Os comerciantes comemoram o reforço no policiamento na região central. “Os policiais fazem a ronda mesmo com as lojas fechadas. Ontem passei aqui em frente com minha família de carro, por volta das 20h30, e tinha policiamento”, conta o gerente da loja City Lar, Luís Carlos Gonzales, 33.