30 de setembro de 2020
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Descarte correto de embalagens é destaque entre produtores nacionais

O crescimento do agronegócio no país está se tornando a cada dia que passa mais desenvolvido. Hoje o Mato Grosso do Sul é o 5º maior em área plantada no Brasil. Devido a esse crescimento e a utilização cada vez maior de agrotóxicos fez com que o número de embalagens dos produtos aumente.

Pensando nisso e na degradação ambiental que pode acontecer caso essas embalagens sejam descartadas de maneira errônea, o Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) foi criado para que os agricultores devolvam as embalagens utilizadas e promovam assim o sistema campo limpo, que tem no calendário nacional o dia 18 de agosto específico para a conscientização das pessoas.

O sistema de recolhimento teve a iniciativa, segundo explica o coordenador regional de operações da Inpev, Hamilton Rondon Flandoli, dos fabricantes dos defensivos agrícolas europeus.

O instituto foi fundado em 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Hoje, cerca de 90 empresas e dez entidades fazem parte do quadro associativo.

Em 2007 o sistema foi aplicado em Mato Grosso do Sul, conforme a lei municipal nº 9.974/2000 e o decreto federal nº 4.074/2002 prevê. A legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fabricantes e canais de distribuição), responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do sistema de campo limpo.

Hamilton afirma que hoje os produtores rurais estão cada vez mais conscientes, pois todos sabem a importância de entregar essas embalagens, até porque, muitos não querem estocar em sua propriedade nem queimar ou se desfazer de forma irregular delas.

Hoje são recolhidas anualmente 40.000 toneladas de embalagens no Brasil, em Mato Grosso do Sul são recolhidas 2.500 toneladas. Em nível nacional, 94% das embalagens são destinadas de forma correta.

Tayná Biazus