23 de outubro de 2020
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Dólar encarece itens da ceia de Natal

Folha de São Paulo

A alta do dólar neste ano encareceu alguns itens tradicionais das festas de fim de ano, como vinhos, frutas importados e panetones.

O preço do vinho trazido do exterior subiu de 8% a 12% em relação ao do Natal de 2012, o que fez da bebida a maior vítima da valorização da moeda americana, de acordo com a ABBA (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas).

Além disso, houve queda de 7% a 10% no volume de importação.

Nesse cenário, segundo estimativa da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), a venda de vinhos importados deve encolher 1,2%.

Ainda de acordo com a Abras, o preço das frutas importadas aumentou 10,1%, em média, na comparação com o Natal do ano passado.

E o panetone deve ficar 6% mais caro, segundo projeção da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

O motivo é que o trigo, principal matéria-prima do produto, é negociado em mercados internacionais, portanto, em dólar, que subiu ao longo do ano.

Mas poderia ser pior, afirmam economistas.

Foto: Divulgação

ALÍVIO RECENTE

É que, embora o dólar comercial, referência para exportação e importação, tenha subido 19,85% no ano até 21 de agosto, mês em que os lojistas iniciam as encomendas de importados, a moeda caiu 7,76% desde então (até sexta-feira passada).

Assim, o alívio recente ameniza um pouco o impacto da alta anterior, mas não é suficiente para neutralizá-lo.

COMO PAGAR MENOS

Para fugir dos preços mais altos, economistas consultados pela Folha afirmam que planejamento é a chave.

"Estabeleça um limite para os gastos do fim de ano e atenha-se a ele", diz Willian Eid, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O consultor financeiro Erasmo Vieira acrescenta que, dentro do orçamento, é preciso ter jogo de cintura. "Ao optar por um vinho caro, é preciso compensar esse valor comprando um peixe mais barato, por exemplo".

Os preços dos brinquedos importados também estarão mais elevados no Natal deste ano. "Em média, de 10% a 15%, podendo chegar até a 30%", afirma Marcelo Mouawad, diretor comercial da Semaan Brinquedos, tradicional loja da rua 25 de Março, endereço de comércio popular em São Paulo.