03 de dezembro de 2020
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Estado tem aumento significativo no setor de pecuária e grãos

O estado de Mato Grosso do Sul teve crescimento nos principais setores de produção, como o milho, soja e cana-de-açúcar e também na pecuária de corte e exportações de carne de frango. Os dados foram apresentados hoje pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS). Também foi apresentada a  perspectivas para 2014 para o desenvolvimento das cadeias produtivas no Estado. Um dos destaques são os grãos, em especifico a safrinha de milho, que atingiu 7,8 toneladas neste ciclo (2012/2013). Já a safra verão do milho diminuiu. Foi destinado um total de 32 mil hectares para o plantio de milho, em 2012, o total foi de 46 mil hectares. A expectativa para esta safra que ainda está em curso é uma diminuição de 32% em relação ao ano passado. A soja teve uma produção de 6 milhões de toneladas neste ciclo em um total de 2 milhões de hectares. A estimativa de colheita do ciclo 2013/2014 é um aumento de 10%, caracterizando 6,6 milhões de toneladas num total de 2,2 milhões de hectares.A cana-de-açúcar tem atraído no Estado muitos olhos e devido ao investimento feito pelos produtores o aumento foi de 15%, atingindo 823 mil hectares, 107 mil hectares a mais que  que na última safra. Para Eduardo Riedel, presidente da federação, a atividade nos setores de pecuária e grãos vive um momento bastante positivo em função do mercado mundial e interno. O Brasil hoje exporta cerca de 30% da produção, os 70% restantes ficam retidos no mercado interno. A pecuária de corte teve o ano marcado pela exportação, produção e o preço do produto. No decorrer do ano, de janeiro a novembro, as vendas externas de carne bovina in natura teve um aumento de 22%, somando 124,9 mil toneladas. Em âmbito estadual, a produção teve um aumento de 3,3%, atingindo 869,9 mil toneladas. O mesmo acontece com as exportações de frango in natura, que teve um aumento de 25,5%, atingindo 126,7 mil toneladas no mesmo período. A produção atingiu 338 mil toneladas. Apesar de grandes aumentos nos números de algumas produções, outras tiveram uma queda. As áreas de pastagem no Estado caíram 3%, ficando em 20,5 milhões de hectares, contra 21 milhões do último cilho. A área destinada à produção de algodão diminuiu 53%, passando de 70,5 mil hectares em 2012, para 32,7 mil no fim deste ano. Outro setor que ficou abaixo doi as exportações de carne suína in natura, com queda de 11,5%, saindo de 12,9 mil toneladas, para 11,4mil neste ano. Riedel também explica que a demanda mundial nos setores fez com que a cadeia produtiva estadual também avançasse. De maneira geral houve o crescimento de 12% do setor agrícola e 19% na pecuária, aumentando a produtividade 2012/2013. Para 2014 a expectativa é que não sejam menores os números e o esperado é somente o aumento das produções. Questão indígena: Questionado sobre a questão indígena, se pode ou não influenciar nos números da produção, Ridel afirma que, a taxa de crescimento das áreas poderá ser afetada. Também acredita que o crescimento na agroindústria pode ser influenciado, visto que, empresas podem interromper sua vinda para o Estado devido à questão. A expectativa que os produtores criaram foi em cima de um compromisso do governo federal que iria solucionar a questão ainda este ano. O mínimo esperado é o encaminhamento da situação da fazenda Buriti, em Sidrolândia – distante 70 quilômetros de Campo Grande – para depois começar a serem resolvidas as situações de todas as outras áreas invadidas no Estado. Tayná Biazus