06 de agosto de 2020
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COMBUSTÍVEL

A partir de agosto Brasil terá nova gasolina, mais cara e menos poluente

Apesar de o motorista pagar mais pelo combustível, o veículo rodará mais quilômetros com um litro de gasolina

A partir de 3 de agosto, a gasolina vendida no Brasil deverá seguir novas especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regula o setor, o combustível deve ficar mais caro, no entanto pode fazer com que os veículos gastem e poluam menos. 

As mudanças valem para a gasolina tipo C (comum) e premium, aquela indicada pelas fabricantes de carros esportivos.

De acordo com a Petrobras, ainda não há uma estimativa de qual será o aumento. "Em termos finais de custo, acreditamos que será mais positivo, porque poderá rodar mais com menos”, afirmou Anelise Lara, diretora da Petrobras em uma transmissão da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Apesar de o motorista pagar mais pelo combustível, o veículo rodará mais quilômetros com um litro de gasolina, indica a empresa petrolífera. 

A nova gasolina terá introdução de uma massa específica mínima de 715 kg/m³. A massa específica é a quantidade de uma substância em um determinado volume.

Outra novidade é a adoção de um novo padrão na contagem da octanagem da gasolina. O octano é o nível de resistência à combustão dentro do motor.

Na hora que o combustível é comprimido pelo pistão dentro do cilindro, há um ponto ideal para a combustão. Se a octanagem é mais alta, essa explosão acontece em um ponto onde o pistão é impulsionado com mais força para baixo, melhorando, assim, o desempenho do veículo. Por outro lado, se uma gasolina tem pouca octanagem, a explosão acontece de forma precoce, prejudicando o desempenho.

DOIS PADRÕES

Atualmente, havia apenas um padrão de medição da octanagem, chamado de MON. com octanagem mínima de 82. Agora, a gasolina também deverá seguir a metodologia RON, mais adequada aos motores modernos, com octanagem mínima de 92.

A partir de janeiro de 2022, o índice sobe para 93.

A gasolina comum ainda ficará abaixo do combustível premium, que passará de 91 octanos, no padrão RON, para 97. Esse tipo de combustível especial, além de ser mais caro, normalmente é recomendado pelas fabricantes de carros esportivos, que desenvolvem seus motores para essa octanagem mais alta.

Além do maior número de octanos, a gasolina premium também possui menor índice de etanol anidro (sem água).

A proporção, inclusive, não sofrerá alterações, e segue em 27% na gasolina C (comum e aditivada) e 25% na premium.

A gasolina aditivada, como o nome já diz, um combustível comum, acrescido de aditivos, seguirá o mesmo padrão de mudanças da gasolina tipo C.

Fonte: G1.