09 de maro de 2021
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NEGOCIAÇÃO

Acordo no TRT põe fim à greve no frigorífico de Santa Rita do Pardo

A empresa tem 146 colaboradores e parte deles entrou em greve no dia 25 de março

Um acordo fechado na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (29), em audiência conduzida pelo Presidente do TRT/MS, desembargador Nicanor de Araújo Lima, pôs fim de forma definitiva à greve dos trabalhadores do frigorífico Santa Rita, localizado no município de Santa Rita do Pardo.

O acordo fechado entre a empresa e o Sindicato Intermunicipal dos Empregados Vinculados nas Indústrias de Fabricação de Massas Alimentícias, Biscoito, Macarrão, Panificação, Abatedouro de Bovinos, Suínos, Aves, Peixes, Carnes e Derivados (SINDMASSA-MS) prevê o retorno imediato ao trabalho dos empregados que participaram do último movimento paredista, iniciado na segunda-feira (25). Os trabalhadores que participaram da greve terão estabilidade no emprego por seis meses.

Outro ponto da conciliação foi a antecipação de reajuste salarial de 4% para todos os trabalhadores, a ser aplicado na folha salarial do mês de abril de 2019, sem prejuízo de o índice ser negociado com a mediação do Núcleo de Conciliação do Tribunal. “As negociações salariais ainda não terminaram. Vai para o Núcleo de Conciliação para tratar dos demais temas envolvendo a negociação coletiva, como o aumento do piso salarial de R$ 1.025 para R$ 1.100 e a cesta básica de R$ 150 para R$ 350”, além de outros benefícios, explica o advogado do SINDMASSA Fábio Alex Salomão Bezerra.

A empresa tem 146 colaboradores e parte deles entrou em greve no dia 25 de março. No dia seguinte (26), o desembargador do TRT/MS Amaury Rodrigues Pinto Junior concedeu uma liminar determinando que o sindicato da categoria mantivesse em atividade 100% dos trabalhadores e que o assunto fosse incluído na pauta de audiências de Dissídios Coletivos, marcada para esta sexta-feira (29).  

“Na avaliação da empresa sempre é satisfatória a realização de um acordo quando a gente pode aliar a capacidade econômica do empregador com as necessidades fundamentais dos empregados. A sessão foi fundamental para que nós pudéssemos fazer essa aproximação e chegar ao fim do movimento paredista deflagrado na última semana”, concluiu o advogado do frigorífico Fernando Rumiato.