22 de outubro de 2020
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Autista

Cidade do Natal é aberta exclusivamente para público autista nesta segunda

A garoa não atrapalhou a diversão da criançada

Depois de pais e mães de crianças com TEA (Transtorno Espectro Autista) solicitar um dia exclusivo para os pequenos brincarem no espaço da Cidade do Natal, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) atendeu o pedido e disponibilizou o local.

Nem a garoa que chegou aos Altos da Afonso Pena, atrapalhou as brincadeiras. De acordo com uma das mães, Ana Sauter, que faz parte de um grupo de whatsapp com 250 integrantes, a ideia surgiu depois de algumas mães observarem as dificuldades que as crianças com autismo estavam tendo em dias normais de funcionamento.

“O pedido nasceu do grupo, devido a conversas e debates com mães que vieram e estavam com dificuldades devido as filas longas, excesso de pessoas, barulho e cada uma de forma específica sabe da necessidade dos seus filhos. Nós mobilizamos e conversamos com a prefeitura para fazer o dia exclusivo”.

Contente, Ana, comentou sobre uma ação no shopping onde também houve atendimento exclusivo e as crianças puderam tirar fotos com o Papai Noel, e sobre o cinema azul realizado no decorrer do ano.

Para o prefeito Marquinhos Trad, a inclusão e a oportunidade dada a todos os públicos da cidade é essencial. “É uma gestão que se preocupa com as pessoas e serve de exemplo. Procuramos dar a todos os mesmos direitos. Tenho vindo todos os dias e verificamos as dificuldades que eles têm em aguardar a fila, barulho do sol ou como ficam assustados com alguns bonecos. Então eu decidi abrir uma tarde para que eles também possam se divertir”.

O prefeito afirmou que caso seja necessário, abrirá a Cidade do Natal em outra tarde para as crianças. Foi oferecido pipoca, algodão doce e churros gratuitamente. 

TEA

Cada indivíduo com TEA apresenta características próprias, mas alguns sinais podem ser comuns, como: desinteresse no relacionamento com outras pessoas, ausência ou pouca frequência no contato visual, dificuldade na fala, repetições de palavras ou falas em lugar da linguagem comum (ecolalia), estereotipias (movimentos repetitivos), utilização das pessoas como meios para obter o que se quer, pouco envolvimento afetivo com outras pessoas, resistência a mudanças de rotina, apego a alguns objetos, crises de agressividade ou autoagressividade.