27 de novembro de 2020
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Agepen

Com antecipação de campanha, Agepen imuniza cerca de 12 mil detentos e servidores contra gripe em MS

Em Mato Grosso do Sul, 11.994 pessoas em privação de liberdade e servidores penitenciários foram imunizados na 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, conforme dados da Divisão de Saúde da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

As informações repassadas computam apenas as doses aplicadas nas dependências de unidades da agência penitenciária e não incluem números de servidores e reeducandos que procuraram diretamente a rede pública para se vacinar.

Este ano, a campanha foi antecipada para garantir imunização contra a gripe em tempo de pandemia do novo Coronavírus e foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e secretarias municipais.

O relatório é referente à campanha contra a gripe H1N1 realizada em 42 unidades da agência penitenciária, incluindo a Sede administrativa e unidades assistenciais. Conforme o documento, foram 10.562 reeducandos e 1.432 agentes penitenciários imunizados em todo o estado.

Os procedimentos adotados seguiram os mesmos critérios de risco estabelecidos pelo Ministério da Saúde e o processo de imunização atingiu três diferentes tipos de vírus Influenza (H1N1, B e H3N2).

Segundo a chefe da Divisão de Saúde Prisional da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, a vacinação foi providenciada antes do início do inverno para garantir uma forma mais eficaz de prevenção, além de ser um mecanismo importante para não confundir os sintomas com a Covid-19, possibilitando um maior controle para a saúde pública.

“A SES e as secretarias municipais de Saúde foram importantes parceiras durante todo o processo de imunização na agência penitenciária; na capital também tivemos apoio da equipe de prevenção de Tuberculose nos presídios, do infectologista Júlio Croda e Mariana Croda, assim como, do doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Everton Ferreira Lemos”, informou Lourdes.

Para maior efetividade durante a vacinação, todas as doses aplicadas são lançadas nos sistemas de controle das secretarias municipais de saúde. Além disso, as imunizações de todos os detentos também são informadas no Sistema Integrado de Administração do Sistema Penitenciário (Siapen).

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, a campanha foi realizada com um mês de antecedência, considerando o momento que o mundo passa no combate à Covid-19, pretendendo proteger a população contra a Influenza além de minimizar o impacto sobre os serviços de saúde.

No Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Ivinhema, por exemplo, a vacinação aconteceu em abril e imunizou todos os detentos

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, destaca que a gripe H1N1 também é considerada uma doença respiratória muito perigosa. “Por isso é extremamente necessário esse cuidado com a saúde preventiva da população carcerária que vive em ambiente de confinamento, considerado propício para a propagação da doença”, afirmou.

Campanha
A imunização protege contra três subtipos do vírus da gripe – A (H1N1), A (H3N2) e influenza B. O Ministério da Saúde garante que a vacina contra a gripe é segura e reduz complicações que podem produzir casos graves da doença, internações e óbitos. Pesquisas demonstraram que o ato de se vacinar pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Neste ano, além da população privada de liberdade e dos funcionários do sistema prisional, a vacina contra a gripe também será priorizada para idosos e pessoas com 55 à 59 anos; profissionais de saúde; professores de escolas públicas e privadas; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas portadoras de doenças crônicas; pessoas com deficiência; e crianças de seis meses a menores de seis anos.