10 de abril de 2021
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TECNOLOGIA

Coreia do Sul soma 10 milhões de usuários do 5G; Brasil ainda dá seus primeiros passos

O 5G é a quinta geração da telefonia móvel, que sucede e incrementa as tecnologias anteriores, melhorando o transporte de dados em redes dos dispositivos móveis a ponto de conseguir conectar 1 milhão de aparelhos em somente 1 quilômetro quadrado

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A Coreia do Sul sempre está na vanguarda do desenvolvimento tecnológico, e tal ousadia vem dando seus frutos. O país acabou de atingir a marca de 10 milhões de usuários com smartphones que têm como padrão de conexão o 5G. Já o Brasil ainda dá os seus primeiros passos, e possivelmente o leilão de frequências para implementação do 5G no país só acontecerá em 2021 — pelo menos é isso o que afirma o ministro das Comunicações Fábio Faria.

INVESTIMENTO DA INDÚSTRIA IMPULSIONA O 5G

Imagem ilustrativa De acordo com o ministério de Ciência e tecnologia da Coreia do Sul, no mês de outubro a nação conseguiu registrar 9,98 milhões de usuários de celulares com o 5G. Se comparado aos dados colhidos em setembro, o salto é de cerca de 735 mil usuários. Isso era de se esperar, já que o país foi um dos primeiros a utilizar a conexão em larga escala.

Além disso, outro fator que contribuiu para chegar a tal marca são as fabricantes LG e Samsung, que estão sediadas no país e fazem investimentos massivos no desenvolvimento de aparelhos com a nova tecnologia. Essas companhias se preocupam com a experiência do usuário, e a conectividade é grande parte disso, especialmente quando se fala de streaming de vídeos e jogos online. Games como Fortnite, PUBG, League of Legends, e aqueles de cassinos virtuais como a roleta online, requerem uma conexão estável para funcionarem, e a qualidade da nova tecnologia ajuda muito no aprimoramento da experiência do usuário.

O pulo registrado entre os meses de setembro e outubro ocorreu “coincidentemente” junto à chegada da linha iPhone 12, da Apple. Os aparelhos dessa linha são os primeiros da Apple que já vêm com suporte para a banda larga móvel de quinta geração, estabelecendo um novo padrão de conexão no segmento. E apesar desses aparelhos já estarem disponíveis no Brasil, junto a outros de várias fabricantes que contam com essa mesma tecnologia, infelizmente ainda não temos a infraestrutura necessária para operar o novo padrão de rede. Mas, recentemente, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se pronunciou sobre o assunto, e disse que irá definir a divisão do espectro do 5G entre as operadoras que fornecem o serviço.

No documento divulgado pela Anatel estão as regras que as empresas interessadas no processo de implementação da rede de quinta geração devem seguir para participar da licitação. A Huawei, que é considerada a líder mundial no segmento em 2020, já havia declarado que pode ofertar o serviço por um valor mais em conta que suas concorrentes, já que possui vários equipamentos de redes 3G e 4G instalados no país, o que facilitaria a transição para a quinta geração. Além disso, boa parte das companhias de telecomunicações presentes em território nacional utilizam equipamentos da empresa chinesa.

TRANSFERÊNCIA DE DADOS EM TEMPO REAL

O 5G é a quinta geração da telefonia móvel, que sucede e incrementa as tecnologias anteriores, melhorando o transporte de dados em redes dos dispositivos móveis a ponto de conseguir conectar 1 milhão de aparelhos em somente 1 quilômetro quadrado. Apresenta uma maior velocidade de conexão, o que permite o consumo de jogos eletrônicos, streaming e transferência de arquivos, em tempo real com uma menor dificuldade. 

Já para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o 5G não representa somente uma melhora das gerações anteriores: “As redes móveis 5G proporcionarão serviços avançados de banda larga móvel, com taxas de dados mais altas, menor latência e mais capacidade, que possibilitarão enorme potencial para novos serviços sem fio de valor agregado”. Além disso, ele também contribuirá na evolução da indústria de produção: “O 5G será um componente chave para o aumento da troca desembaraçada de dados entre máquinas, instalações, humanos e robôs, o que permitirá o desenvolvimento de uma logística inteligente, produção conectada de sistemas cyber-físicos e de comunicação máquina a máquina. A combinação dessas e de outras tecnologias digitais no setor secundário possibilita o avanço industrial conhecido como Indústria 4.0'', diz o documento sobre estratégias para o 5G liberado pelo MCTIC.

Como consumidores, agora nos resta aguardar pelo acesso. Seja qual for a empresa a conseguir a licitação, o que importa é que a tecnologia finalmente chegue às casas dos brasileiros e permita uma experiência de navegação mais limpa e agradável.