27 de setembro de 2020
Campo Grande 39º 25º

Coronavírus

Coronavírus faz aumentar a procura por máscaras cirúrgicas em Santos, SP

Lojas estão tendo que fazer pedidos extras e, em algumas, não há mais o produto. Cidade abriga o maior porto do Brasil, considerado uma das principais portas de entrada do País.

O medo da contaminação pelo coronavírus fez aumentar a procura por máscaras cirúrgicas descartáveis em Santos, no litoral de São Paulo, onde fica localizado o maior porto do país, considerado uma das portas de entrada do Brasil. Lojas e distribuidoras da Cidade estão fazendo pedidos extras de máscaras devido a grande demanda. Quem procura, segundo os comerciantes, são os trabalhadores do Porto e quem irá fazer viajar para outras cidades e países.

O surto da doença já matou 213 pessoas na China. O estado de São Paulo tem três casos suspeitos de coronavírus em investigação. Moradores de Santos, que irão viajar para outros estados e países estão buscando as máscaras como forma de ter alguma proteção ao vírus.

Porém, a Sociedade Brasileira de Infectologia diz que não recomenda o uso de máscaras no Brasil, mas indica que cuidados de higiene sejam reforçados diante da ameaça do vírus. "No atual momento não é necessário usar máscara em São Paulo, porque a gente não tem aqui casos comprovados no país. Então não tem necessidade," afirma Marcos Antonio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também não colocou o uso de máscara entre suas recomendações à população em geral, apenas para funcionários de portos, aeroportos e fronteiras que fazem abordagem de pessoas e inspecionam bagagens acompanhadas.

Santos

A vendedora Eliane Moraes da Silva, da loja de rede Sinete Cirurgia, diz que a procura pelas máscaras e pelo álcool em gel aumentou desde a semana passada. Geralmente, os materiais eram comprados apenas por médicos e profissionais da saúde. Agora, a população também está atrás, principalmente, das máscaras.

"É para pessoas que vão viajar ou trabalham no Porto. Já aumentou a procura, trouxemos de São Paulo porque estava acabando aqui. Normalmente, vendemos umas 3 ou 4 caixas por semana, sendo que cada uma tem 50 unidades. Agora, o que vendíamos na semana estamos vendemos por dia", afirmou.

Na loja Cirurgia Romana, ainda há máscaras cirúrgicas simples. Porém, já acabaram as máscaras N95, que são mais usadas por médicos e profissionais da saúde, possuem maior vedação e redução da exposição do usuário a contaminantes biológicos no ar.

"Muitas pessoas estão ligando atrás da N95. Estamos tentando comprar novamente. Agora, só tenho a normal, a cirúrgica. Algumas pessoas querem porque vão viajar e outros porque estão com medo. A gente costumava ter, mas não vendia tanto quanto agora. A procura está bem grande. Tem até encomenda", disse Roseli Santana, vendedora da loja.

Já balconista Angela Gato, da loja Cirúrgica Santista, diz que o estabelecimento tem as máscaras N95, porém, teve que fazer um pedido extra nesta semana por conta da alta demanda. "Teve muita procura e deve chegar um novo lote. As pessoas mesmo que estão procurando e, algumas firmas, não os médicos. É por conta do coronavírus".