20 de outubro de 2020
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Três anos

Criança teria espancado menina de três anos e quebrado braços dela

Dona de casa de 32 anos moradora no Bom Retiro, em Campo Grande, passou por momentos de tensão na última sexta-feira (14). A filha dela, de apenas três anos, foi espancada e teve os dois braços quebrados, além de sofrer cortes na cabeça, depois de sair para brincar em uma festa. O suspeito das agressões seria um garoto de 11 anos, que foi reconhecido pela vítima. O caso foi denunciado e a Polícia Civil abriu investigações.

A mãe decidiu expor o ocorrido para que outras crianças não passem pelo o que a filha dela passou. “Gostaria de deixar uma mensagem para as mães não confiarem em ninguém, por mais que a pessoa seja conhecida de casa. A maldade está onde a gente menos espera. A pessoa que agrediu minha filha estava brincando com as crianças momentos antes”, detalhou ela. Apesar das agressões sofridas, a menina não  foi alvo de violência sexual.

Conforme relatado, a mulher disse que na sexta-feira à noite foi convidada para uma confraternização no Bom Retiro, na casa de amigos. Ela foi com o marido e com os os filhos. Chegando lá, o filho mais velho se reuniu com crianças que estavam brincando de esconde-esconde na frente da casa. “A minha filha estava no meu colo e saiu para se juntar com as crianças. Foi muito rápido, quando me dei conta, ela já tinha desaparecido”.

A mulher afirma que perguntou às outras crianças se alguém tinha visto a menina, mas nenhuma delas sabia, pois estavam brincando de esconde-esconde e ela poderia ainda estar escondida. O marido foi chamado e o casal passou a fazer buscas pelo quintal, mas como não acharam a filha, foram até uma casa vizinha, onde havia outra festa, para tentar localizá-la. Lá, conversaram com mais pessoas que também disseram não tê-la visto.

Um menino chegou a dizer que viu a criança sendo levada por outro menino. “Ele só falou que ela foi pra lá, mas não soube dizer”, pontuou. A Polícia Militar foi acionada e ajudou nas buscas, no entanto, sem sucesso. A mulher então foi orientada a registrar boletim de ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. Enquanto estava na delegacia, foi informada por telefone pelo marido que a filha foi encontrada.

“Ele disse que ela estava com dois cortes profundos na cabeça e bastante fraca. Por isso eu falei para levarem ela logo para a Santa Casa”. A vítima foi achada praticamente nua e, ao chegar no hospital, foi submetida a uma série de exames que constataram agressões na cabeça e fraturas nos dois braços, no entanto, não havia registro de estupro. “O local onde ela foi achada era um barraco que estava todo sujo com o sangue dela”, lamentou a mãe.

No local também havia peças de roupa e acessórios da menina. O agressor seria um garoto de 11 anos que a levou pela mão até o local. “Ela o reconheceu. Ela viu ele por foto e apontou com certeza que foi ele, mas até agora nada aconteceu. Este menino e a família dele seguem vivendo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Estou esperando providências da polícia, e a minha filha está aqui, calma, mas tendo pesadelos à noite”.