16 de maio de 2022
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"CHEGA DE INJUSTIÇA!"

Em campanha, Fetems expõe nomes e "caras" de deputados que foram contra professores

Em ano que políticos vão tentar reeleição, entidade mostra quem é quem em campanha pelos educadores sul-mato-grossenses

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A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) acaba de lançar uma campanha cobrando igualdade salarial entre Professores (as) Convocados (as) e Efetivos (as). Intitulada – “Chega de Injustiça!”, a campanha pressiona o Governo do Estado para que equipare o salário dos Professores e professoras Convocados com o dos Efetivos. Veja a íntegra

A entidade diz que o salário está defasado em aproximadamente 47,7% e mesmo fazendo o mesmo trabalho e tendo a mesma formação, os professores convocados ganham somente a metade equivalente do salário.

A Fetems diz que desde 2019, as mudanças salariais enfrentaram resistência da FETEMS e dos 74 Simted’s, junto com os professores e professoras, foram realizados vários protestos na Assembleia Legislativa, mobilizações e atos na tentativa de impedir a aprovação do projeto do Executivo Estadual. Diante da gravidade da polêmica proposta, até deputados da base do governo votaram contra a mesma.

“A redução salarial dos professores convocados da educação básica de Mato Grosso do Sul é de aproximadamente 47,7% em comparação com o salário dos concursados. Anteriormente, nos contratos, o (a) Professor (a) Convocado (a) ganhava igual ao Professor(a) Concursado, o que é justo pois desempenham o mesmo trabalho com a mesma formação. A FETEMS já solicitou uma agenda com o Governo do Estado para que inicie as negociações para reivindicação da equiparação do salário dos (as) Professores (as) Convocados (as) com o dos (as) Concursados (as), segundo o presidente da FETEMS, Professor Jaime Teixeira.

O reajuste do Piso Salarial Nacional em vigência para os (as) Professores (as) agora em 2022 foi de 33,23%, elevando o Piso para R$ 3.845,34.

Para ampliar a pressão, a Fetems fez um banner em que estão expostos os nomes e as "caras" dos 15 deputados sul-mato-grossenses que votaram pela aprovação do projeto que retirou os direitos dos professores Convocados. Em texto do banner (no topo) a entidade diz: "Os deputados que foram contra a Educação reduzindo o salário dos professores Convocados"... E completa: "Projeto proposto e sancionado pelo governador: Lei complementar, 26, 10 de julho de 2019". 

Entre os deputados há o próprio presidente da Casa de Leis, deputado tucano Paulo Corrêa. Está o deputado bolsonarista Coronel David (PSL). E políticos de carreira como Londres Machado (PSD) e Barbosinha (DEM). Há os jovens também como o deputado João Henrique (PL). Votou pela redução ainda o pedetista Jamilson Name.