01 de outubro de 2020
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Coronavírus

Em entrevista, Rodrigo Maia critica plano da Fazenda para conter crise do coronavírus

Presidente da Câmara classificou como "medíocre" eventual postura de Guedes de tentar transferir ao Congresso responsabilidade sobre soluções

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) criticou o plano econômico do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, afirmando que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não apresentou projetos no Congresso que ajudem, de fato, a contornar a crise do coronavírus, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (13).

A entrevista foi publicada na esteira da declaração de pandemia global de coronavírus pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Maia classificou como “medíocre” uma eventual tentativa do Governo Federal de jogar a responsabilidade da resolução dos possíveis desdobramentos da crise em cima do Congresso. O deputado participou de uma reunião com o ministro Guedes e outros legisladores na última quarta-feira (11) e lamentou à Folha, que o governo de Bolsonaro não tenha apresentado nenhum plano de curto prazo para a crise.

Segundo Maia, Guedes cobrou da Câmara que continue priorizando projetos e emendas constitucionais que melhorem o ambiente de negócios do país no médio e longo prazo, mas sentiu falta de propostas sobre medidas emergenciais, em meio a crise de saúde. O deputado citou possíveis medidas de urgência para amenizar os possíveis impactos da pandemia nos setores de serviços e aviação civil, por exemplo.

O presidente da Câmara dos Deputados ainda manifestou preocupação de que uma falta de união entre os Três Poderes – que, na opinião de Maia, deveria ser liderada pelo Planalto – acabe por agravar a situação econômica do país, e citou o cancelamento de eventos de entretenimento nos Estados Unidos, e o cancelamento de voos no mundo todo, que deve impactar fortemente as receitas das companhias de aviação.

Nesta semana, o Ministério da Fazenda, cortou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4% para 2,1% em 2020. Mas o ministro Paulo Guedes alertou que, na pior das hipóteses, com o impacto da pandemia do coronavírus, a economia brasileira pode observar um crescimento de apenas 1% – menor que o avanço de 1,1% registrado no ano passado.