11 de agosto de 2020
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GREVE

Funcionários Caixas em greve nesta quinta-feira; atendem só às 12h

Colaboradores da Caixa se mobilizam contra o desmonte do banco

Pelo segundo dia consecutivo, os bancários vão protestar contra o desmonte das empresas públicas. Desta vez, serão os empregados da Caixa que vão retardar em 1 hora a abertura da agência que fica na Rua Barão do Rio Branco, no centro de Campo Grande. O atendimento da unidade nesta quinta-feira, dia 13, só começará ao meio dia.

O protesto dos bancários é contra a reestruturação, anunciada no final de janeiro, e os ataques ao papel social do banco. Para o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, essa reestruturação precariza ainda mais as condições de trabalho, acarretando problemas como mudança brusca de atividades, cobranças de metas abusivas, descomissionamentos sumários, fim de postos de trabalho e transferências compulsórias.

“É mais um desrespeito aos direitos dos bancários. Mais uma vez, a direção de um banco público anuncia medidas drásticas que afetam a vida dos empregados sem negociar com as entidades representativas da categoria. Os trabalhadores estão apreensivos, por isso essa mobilização, para barrar os ataques contra o banco público e os direitos dos empregados”, destaca a presidente do sindicato, Neide Rodrigues.

Até mesmo a Justiça entendeu como desrespeito a determinação da Caixa e suspendeu, temporariamente, a reestruturação e que, qualquer mudança que impacte na vida dos trabalhadores, precisa ser discutida na mesa de negociação com as entidades representativas.

Para o secretário de Relações Sindicais e Saúde do sindicato e funcionário da Caixa, Everton Gaeta Espindola, esse é mais um processo de enfraquecimento do banco que é 100% público, o que pode trazer consequências para o desenvolvimento do país e para a população que utiliza os serviços da Caixa.

“A Caixa é o banco da infraestrutura, o único que leva saneamento básico, energia e infraestrutura urbana aos municípios mais distantes, ao financiar investimentos nesses setores. É ainda responsável pela gestão de programas de proteção ao trabalhador, como seguro-desemprego, abono-salarial, FGTS e PIS, entre outros benefícios. É a obrigação de um País minimizar a pobreza, então qual é o sentido da privatização de um banco que lucra e ao mesmo tempo está a serviço do povo brasileiro?”, questiona o secretário Everton.

Nos nove primeiros meses de 2019, o lucro da Caixa foi de R$ 16,2 bilhões, aumento de 40,9% comparado o mesmo intervalo do ano anterior. E mesmo com os ótimos resultados, a Caixa fechou, em 2019, 1.341 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2018. Foram fechadas ainda cinco agências, 41 postos de atendimentos, 68 lotéricas e 463 Correspondentes Caixa Aqui.