27 de setembro de 2020
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Piratas informáticos

Hackers brasileiros e portugueses denunciam 100 sites de pedofilia

Os piratas informáticos da CyberTeam 'invadiram' sites de cidades brasileiras para denunciar uma rede internacional de pedofilia

Os piratas informáticos da CyberTeam, constituído por hackers portugueses e brasileiros, 'invadiram', nos últimos dias, os sites oficiais de dez cidades do estado brasileiro da Paraíba para denunciar uma rede internacional de pedofilia.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, os sites institucionais alvo do ataque foram modificados de forma a aparecerem não só as páginas de internet que, alegadamente, promovem pornografia infantil, como o nome, morada e outros dados de pedófilos.

Ao La Repubblica, o líder da CyberTeam, que assina como Spy_Unkn0wn no Twitter, garantiu que o ataque tinha como objetivo obrigar as autoridades a intervir. "Já informamos a polícia e algumas autoridades locais, mas nem sequer nos responderam", contou.

O grupo de piratas informáticos, ao qual pertence pelo menos um português, já tinha avisado no Twitter, no passado dia 27 de janeiro, que ia denunciar vários pedófilos que atuam online.

A esta 'missão' a CyberTeam chamou #OPPedoGate. Numa breve pesquisa no Twitter é possível ver 'prints' de alguns dos sites dos municípios brasileiros que, entretanto, já voltaram ao seu formato original, modificados pelos hackers.

Ainda segundo o que o líder do grupo disse ao La Repubblica, os endereços dos sites de pedofilia expostos têm ‘morada’ na Rússia, Ucrânia, Japão, África e mesmo EUA. Alguns estão alojados na Dark Web, mas outros estão acessíveis a qualquer pessoa.

Os sites ofereciam diversos serviços, alguns pagos, outros gratuitos e sem implicar nenhum tipo de registo. Alguns contêm vídeos e imagens de crianças a serem abusadas, outros contam histórias eróticas com menores. Há ainda fotos de crianças a dormir e a brincar entre si, muito provavelmente roubadas nas redes sociais dos pais, que foram tiradas de uma forma inocente mas que estão a ser comercializadas por pedófilos.

A maioria dos sites promove-se como “agências de modelos para adolescentes e vários como associações de nudistas”, revela o jornal italiano.

Recorde-se que, no mês de janeiro, o mesmo grupo de hackers, invadiu o site da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) em defesa do também pirata informático Rui Pinto.