22 de junho de 2021
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Indústria estadual reverte queda e tem saldo positivo no início de 2015

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O setor industrial do Estado reverteu o quadro negativo registrado em janeiro deste ano. O número de postos de trabalhos acumulado nos dois primeiros meses fechou positivamente em 176, segundo levantamento do Radar Industrial da Fiems (Federação das Industrias do Estado de Mato Grosso do Sul). 

Os números são esperançosos para a época desfavorável, porém estão bem abaixos dos valores do ano passado. Em comparação a 2014 no mesmo período, o setor tinha gerado 1.922 vagas de emprego. Este ano as pesquisas mostram uma queda de 90,8%.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, apesar da pequena recuperação, vale ressaltar que o quadro de demissões líquidas segue concentrado, basicamente, na indústria da construção. O setor foi responsável pelo fechamento de 1.036 vagas no período de janeiro a fevereiro.

A área industrial de Mato Grosso do Sul, é composta pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública. O conjunto de atvidades encerrou o mês de fevereiro com um aumento de 0,4% em relação a janeiro. 

Outro destaque que o coordenador apresenta é em relação ao setor representar no estado a segunda posição, na economia de Mato Grosso do Sul, ficando atrás apenas do setor de Serviços. 

Setores com saldos positivos e negativos
Em Mato Grosso do Sul, conforme o Radar Industrial da Fiems, no período tratado, ao todo 102 atividades industriais apresentaram saldo positivo de contratação, proporcionando a abertura de 2.206 vagas. Os destaques são para abate de reses, exceto suínos, fabricação de açúcar em bruto, distribuição de energia elétrica, fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico, curtimento e outras preparações de couro , entre outros. 

Por outro lado, no mesmo período, 89 atividades industriais apresentaram saldo negativo em Mato Grosso do Sul, proporcionando o fechamento de 2.030 vagas. O destaque é para obras de engenharia civil , com 709 demissões. 

Em relação aos municípios, dos 79, 34 registraram saldos negativos e acabaram demitindo 1.234 pessoas.