30 de setembro de 2020
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Interior

Jovem acostumado a tocar o terror não aceita fim de namoro e incendeia casa

Um jovem de 19 anos é suspeito de incendiar a casa da mãe da ex-namorada, uma adolescente, na noite do último domingo, dia 17 de novembro, no Bairro Dom Pepe, em Porto Murtinho, cidade localizada na região de fronteira com o Paraguai. Segundo o site Midiamax, um boletim de ocorrência foi feito e testemunhas viram o momento em que o jovem, junto com um comparsa, invadiram a casa.

Logo em seguida vizinhos viram fumaça saindo da residência, acionaram o Corpo de Bombeiros, porém os dois já tinham fugido. Ninguém estava na casa no momento, pois a família, com três pessoas, saiu do local com medo de ameaças feitas pelo rapaz.

A mãe da adolescente conta que já foram feitos dois boletins de ocorrência contra o autor por violência doméstica. “Quero fazer justiça, que ele pague pelo que ele fez”, diz.

No segundo boletim de ocorrência, ele chegou a ficar preso por aproximadamente dois meses, porém foi solto. Ainda de acordo com a mãe, o rapaz foi preso uma outra vez, também por violência doméstica contra uma tia dele. Ainda segundo a família da adolescente, ele também já incendiou a casa de uma outra ex-namorada na cidade.

Histórico do namoro

A mãe conta que a filha conheceu o rapaz há um ano. “No começo era como um namoro comum, era um bom menino, ia embora no horário”, lembra. Porém, com seis meses de namoro, em uma briga, ele a agrediu. Foi então feito um boletim de ocorrência e a jovem foi levada para casa de um parente em Campo Grande.

Não contente, o jovem também foi para a Capital, a convenceu de reatar o namoro e ambos retornarem a Porto Murtinho. “Depois dali, não deixei mais ele entrar em minha casa”. Meses depois, ainda segundo a mãe o jovem agrediu a adolescente novamente. Foi então feito outro boletim de ocorrência por violência doméstica, quando ele então foi preso.

A jovem de 14 anos foi levada novamente para Campo Grande. Após ser solto, o jovem então foi de novo à Capital, e a convenceu mais uma vez. “Voltaram e foram morar em um quartinho, sempre falei para minha filha para ela não voltar”. “Até que um dia a mãe dele apareceu em casa, dizendo que ele estava agredindo minha filha de novo”. Ele conseguiu sair do local das agressões e não foi preso.

A jovem foi evada pela terceira vez para Campo Grande e, mesmo sob ameaças, a jovem não aceitou reatar o relacionamento, e, por isso, de acordo com a família, o rapaz ateou fogo na residência. Ao tentar falar com a jovem em Campo Grande, sob ameaças, a polícia foi acionada, porém ele fugiu, retornou para Porto Murtinho e incendiou a casa.

Testemunhas foram escutadas em relação ao incêndio, um laudo do Corpo de Bombeiros sobre o incio do fogo criminoso, que iniciou-se no quarto da jovem, foi incluído no inquérito policial, porém o autor ainda não foi encontrado. “Ele é acostumado a fazer maldades e ficar impune. Eu perdi tudo e ele está solto lá”, se indigna a mãe. Além do prejuízo com a estrutura da casa, móveis e eletroeletrônicos, a família vive atualmente refém do medo.