24 de setembro de 2020
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ECONOMIA

Medidas duras e impopulares ajudaram MS crescer, diz Azambuja

"A gente fica muito feliz porque enquanto o Brasil cresceu 1,9%, no PIB [Produto Interno Bruto] em 2017, Mato Grosso do Sul cresceu 4,7%", diz o Governador

Mato Grosso do Sul ficou entre quatro estados brasileiros que aumentaram em mais de 20% os investimentos de 2015 a 2019. A boa posição do estado foi repercutida ontem, quinta-feira (6) pelo jornal Valor Econômico.

O governador do estado, Reinado Azambuja disse que medidas duras e impopulares auxiliaram sua gestão a alcançar esses objetivos. O chefe do executivo estadual citou como exemplo as reformas da previdência, administrativa e a renegociação de contratos.

“O Estado está crescendo na indústria, na agropecuária, nos serviços e nos comércios. E isso é bom porque traz crescimento e gera empregos, desenvolvimento e oportunidades”, disse o governador.

Além de Mato Grosso do Sul, tiveram o mesmo sucesso os estados de Paraná, Espírito Santo e Alagoas.

O Produto Interno Bruto de Mato Grosso do Sul gerado foi de R$ 96,372 bilhões, resultando em um PIB per capita em 2017 de R$ 35.520,45 – o oitavo maior valor per capita entre os demais estados brasileiros. PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinada localidade.

Azambuja afirmou ainda que Mato Grosso do Sul deve continuar crescendo em ritmo mais acelerado que a média nacional. “Se o Brasil cresce um pouco, e a gente espera que esse ano de 2020 a gente possa crescer mais que o 1,9%, Mato Grosso do Sul vai crescer bem mais e gerar oportunidades”, prospectou. 

Além dos investimentos, Mato Grosso do Sul manteve os pagamentos dos servidores em dia e alcançou resultados importantes em outros indicadores: é o 5º estado mais competitivo do Brasil; o 4º mais seguro; o 5º em geração de empregos e o mais transparente do Brasil, diz a avaliação reportada pelo Valo Econômico. 

Ainda segundo a reportagem, a realidade registrada na maior parte dos estados é de queda nos investimentos de 28,4%. Apenas sete dos 25 estados que entregaram seus relatórios fiscais à Secretaria de Tesouro Nacional puderam atender a população com valores maiores do que os executados há quatro anos.