19 de setembro de 2021
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INVESTIGAÇÕES

Polícia apreende terceiro suspeito de ataque na escola de Suzano

Jovem teria participado do planejamento do crime

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A polícia apreendeu na manhã de hoje terça-feira (19) um terceiro adolescente suspeito de envolvimento no massacre ocorrido na escola Raul Brasil, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na quarta-feira (13). O jovem foi apreendido a menos de um quilômetro da escola e foi levado à delegacia. 

Conforme a polícia, o jovem teria participado da ação apenas no planejamento. Foram encontradas mensagens no celular do menor que indicariam a participação no planejamento do massacre. 

Encaminhado a delegacia será ouvido e na sequência o suspeito deve ser encaminhado mais uma vez ao Fórum de Suzano para conceder depoimento à Justiça.

Após, será decidido se ele deve ser encaminhado à Fundação Casa ou ficará em liberdade. Policiais chegaram à casa do adolescente às 7h20 e, após alguns minutos, entram em uma viatura descaracterizada para ir até o Institudo Médico Legal (IML), procedimento comum, policial. 

O adolescente chegou a ser ouvido pela Justiça no Fórum de Suzano por um promotor do Ministério Público de São Paulo por cerca de 2 horas na sexta-feira (15), no entanto foi liberado.  

Ele deixou o Fórum de Suzano acompanhado da mãe e de membros do Conselho Tutelar. Na sexta-feira pela manhã, policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do adolescente, após determinação da Justiça.

O adolescente suspeito de participar do planejamento do massacre havia concedido uma entrevista exclusiva ao programa Balanço Geral, da Record TV, na última quinta-feira (14). No entanto, o jovem não revelou na gravação o envolvimento com os assassinos nem na elaboração do plano criminoso e se apresentou apenas como uma testemunha da tragédia.

"A gente gostava bastante de videogame, bastante de armas. A gente sempre gostou bastante de armas. Basicamente isso. Ele era quieto, mas era querido. Ele não sofria bullying. Ele era o cara que fazia bullying", revelou ao apresentador Matheus Furlan.

O jovem disse ainda que a intenção dos assassinos era matar ainda mais pessoas. "Tudo o que ele fez, estava planejando. Pela munição que levou, ele queria matar mais pessoas. Pelo menos 50 mortos", revelou.