24 de novembro de 2020
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FATALIDADE

Porto Murtinho perde uma de suas grandes guerreiras em acidente de carro

Professora, advogada e ativista da democracia Nilda Torales e seus dois filhos morreram na BR-262

O acidente automobilístico na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, na BR-262 entre Água Clara e Três Lagoas, causou profunda consternação não só na região, mas sobretudo em Porto Murtinho, onde nasceram e moraram a professora Nilda Torales, de 33 anos, e seus filhos Lucas, de 10 anos, e Guilherme, de seis. O carro que ela dirigia, ao fazer uma ultrapassagem, chocou-se com uma carreta tri-trem. Nilda e os dois filhos morreram na hora.

Com formação em Letras e Direito, Nilda havia seis anos estava morando em Três Lagoas com a família. Comunicativa, generosa e inteligente, era uma mulher consciente de seu papel na sociedade, principalmente na defesa de causas que considerava fundamentais, como a democracia, os direitos humanos, as liberdades, o meio ambiente e a educação.

Sua presença nas mobilizações populares e democráticas eram inevitáveis na fronteira Brasil-Paraguai. Em 2012 disputou sem sucesso uma vaga na Câmara e Vereadores, mas não fez da candidatura o divisor de águas de suas convicções. Seguiu a vida fazendo o que amava: estudando, ensinando, distribuindo alegria e procurando sempre ampliar os conhecimentos e as amizades. “Nilda era voluntariosa, mas não voluntarista. Tinha consciência da importância de seu papel na sociedade. Lutou pelos direitos das mulheres, pela afirmação de gêneros, pelos índios, meio ambiente, integração latino-americana e pela educação. Era uma agente da democracia, sempre pronta para defender seus ideais. Mas procurava sempre conservar os tratamentos de respeito e de convivência civilizada”, testemunha Heitor Miranda dos Santos, ex-prefeito murtinhense, seu amigo e companheiro de partido