27 de setembro de 2021
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Política

Governo promete R$ 2,2 milhões para reforma e prédio centenário ganhará 'elevador'

Prédio foi construído entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida

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O Governo de Mato Grosso do Sul apresentou neste mês o que passou a chamar de pacote "Retomada MS", que tem entre os contemplados, o centenário prédio da Casa do Artesão, localizado no cruzamento das Avenidas Calógeras com Afonso Pena, no Centro de Campo Grande.

A promessa é do repasse R$ 2,2 milhões à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) para que a mesma destine o recurso às ações no prédio. A proposta quer instalar até mesmo um 'elevador' no local.    

Inaugurado em 1º de setembro de 1975 e revitalizado em 1990, a edificação é tombada como patrimônio histórico estadual (em 13 de julho de 1994) e há 19 anos que não recebia uma reforma. Esses tipos de intervenções devem ser autorizadas pelas esferas competentes e não podem descaracterizar o imóvel tombado.  

O prédio foi construído entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida, com projeto do engenheiro Camilo Boni. Foi a primeira sede do Banco do Brasil (cujo cofre é uma das atrações do local), comércio e autarquia pública.

A Casa acolhe artesanato produzido no Estado e é o principal ponto de comercialização de peças artísticas, essa informação consta no portal do Governo, em conteúdo escrito pela FCMS, que diz que o local recebe obras de 700 a 900 artesãos de MS para exposição e comercialização.

"A principal ambição dos arquitetos e da própria FUNDEC é resgatar a memória das edificações do apogeu da expansão da cidade tendo em vista a importância deste período para a história regional e a consequente formação do consciente coletivo. Dessa forma, com o resgate do edifício, procura-se trazer em mente a memória que este edifício mantém entre suas paredes", diz o texto.  

O MS Notícias, porém, não encontrou informações sobre o que é a "FUNDEC", a qual os arquitetos deverão ouvir. Posteriormente, a assessoria da FCMS informou que o uso da sigla "foi errôneo" e que já haviam promovido a correção.

PROPOSTA

De acordo com a proposta de reforma, o prédio do Artesão ganhará um pequeno café na área anexa externa do pavimento térreo. Veja abaixo a imagem em que se ilustra o que virá a se tornar o espaço de café dos Artesãos e turistas: 

Ilustração de como o ambiente deve ficar após a reforma.  Ilustração de como o ambiente deve ficar após a reforma. Foto: ASECOM 

Ainda segundo a proposta, pensando na "melhor fruição e uso", o prédio terá 'separado': copa para funcionários, estoque, almoxarifado e lavanderia separados. 

Haverá também mudanças na área administrativa, para gestão, atendimento aos artesãos e reuniões, que serão relocadas para o mezanino do salão 2, que passará por adequação de acessibilidade e inclusão de paredes para dividir os ambientes entre administração, coordenação e reuniões, recepção e arquivo morto.

"As novas intervenções serão em materiais novos, claramente diferentes dos da edificação principal. O mezanino do salão 1 será completamente removido com a intenção de valorizar a arquitetura interna e melhorar as condições de iluminação", explica a entidade.  

"A escada existente passará por reforma e readequação para atendimento às normas de segurança e acessibilidade e receberá novo guarda corpo em aço cortén para valorizar a arquitetura do interior. Será feito desde a requalificação das calçadas, acessibilidade, todas as esquadrias vão ser restauradas. Também está previsto a instalação de um elevador de acessibilidade com conexão para a parte de cima, onde fica o administrativo", pontua a FCMS. 

A FCMS diz que a pretende respeitar o projeto original do prédio.