08 de dezembro de 2021
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TECNOLOGIA | COMUNICAÇÃO

Rede social Facebook anuncia mudança do nome

Alteração ocorre em meio a polêmicas sobre o poder de mercado da empresa, decisões baseadas no algoritmo e fiscalização de abusos em suas plataformas

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O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta quinta-feira (28.out.21) a mudança de nome da empresa para 'Meta'.

— Para ajudar a dar vida ao metaverso, temos um nome que reflete o futuro que queremos construir — disse Mark Zuckerberg, durante conferência da companhia sobre realidade aumentada.

A alteração, segundo Zuckerberg, teria como objetivo trazer todos os aplicativos e tecnologias da empresa em apenas uma única marca. A empresa afirmou ainda que a mudança não vai alterar a estrutura do grupo, que continua com as redes sociais Facebook, WhatsApp e Instagram.

"Construir nossos aplicativos de mídia social sempre será um foco importante para nós", disse Zuckerberg. "Mas nossa marca é tão forte que não representava tudo o que criamos", completou o executivo.

A alteração ocorre em meio a polêmicas sobre o poder de mercado da empresa, decisões baseadas no algoritmo e fiscalização de abusos em suas plataformas.

O aplicativo e os serviços originais do Facebook permanecem inalterados, com a empresa controladora assumindo uma nova marca - semelhante ao que o Google fez quando adotou o nome Alphabet Inc.

Na semana passada, o site americano The Verge já havia noticiado a possibilidade de a empresa em realizar a mudança de nome. A especulação era que Zuckerberg anunciasse a nova marca durante a conferência anual da companhia, que acontece nesta quinta-feira.

Por volta das 7h, horário local, nesta quinta, a placa com o sinal "curtir", que fica na frente da sede da companhia de Zuckerberg, em Menlo Park, no estado da Califórnia, apareceu coberta - o que alimentou os rumores.

A mudança de nome da companhia de Zuckerberg separa ainda mais o trabalho futurista em que o executivo está focado do intenso escrutínio do qual Facebook tem sido alvo devido à forma pela qual sua plataforma social opera.

No início do mês, a ex-gerente de produto da empresa, Frances Haugen, depôs ao Senado americano e disse que a rede social sabia dos danos que o Instagram causava a adolescentes e que seu algoritmo fomentava a discórdia, para que houvesse mais engajamento dos usuários.

Depois de Frances, outra ex-funcionária disse que estava disposta a testemunhar no Congresso americano para revelar informações sobre o funcionamento da big tech. Diante das delações, o Facebook decidiu acalmar os ânimos dos empregados.

FONTE: O GLOBO.