27 de janeiro de 2021
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Adolescente de 16 anos ferido na virada do ano fica com bala alojada no pescoço

Vítima de uma bala perdida, disparada na madrugada de 1º de janeiro durante confronto de gangues na festa da virada que se realizava na Praça Porfirio de Brito, o adolescente J.G de 16 anos está fora de perigo, mas terá de conviver por algum tempo com o projétil alojado no pescoço, porque os médicos acharam o procedimento cirúrgico arriscado.

Eles acreditam que com o tempo o organismo do garoto vai conseguir expelir a bala. Até lá terá de conviver com alguns incômodos na hora de engolir, além das dores nesta fase inicial da sua recuperação.

Aluno da Escola Pedro Aleixo, onde pretende cursar neste ano o 9º ano, o adolescente garante não ter participado das brigas e confusões registradas na praça central durante o réveillon, que resultou na morte do jovem Rafael Lopes e Muniz e duas vítimas foram baleadas (o próprio J.G e Antônio Portela de Souza, atingido de raspão no ombro).

O adolescente conta que estava no banco da praça, quando sentiu uma dorzinha no pescoço parecida com uma agulhada. Só então percebeu que tinha sido atingido por um tiro. Foi levado para Campo Grande no início da tarde daquela quarta-feira, primeiro do ano, e à noite estava em casa de volta, com muitas dores e dificuldade para engolir qualquer alimento.

Além dos cuidados com o filho baleado, a mãe dele, Celina Lima Gomes, continua enfrentando sua rotina de dificuldades para alimentar os 4 filhos e netos sob sua responsabilidade, um deles portador de necessidades especiais.

Com um salário mínimo de renda e metade do benefício que o neto de nove anos recebe, ela conta com a solidariedade dos vizinhos para alimentar a família inteira. Boa parte do que recebe é comprometido com o aluguel de R$ 450,00, além das contas de água e luz.

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