14 de agosto de 2020
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Comerciantes aderem ao ‘movimento ruralista’ contra ocupações indígenas

Os produtores rurais ganharam dois novos aliados para o ‘movimento ruralista’ de resistência às ocupações indígenas no Mato Grosso do Sul. A Acicg (Associação Comercial de Industrial de Campo Grande), que representa mais de quatro mil empresas, e a Federação das Associações Comercial e Industrial de Mato Grosso do Sul se juntaram à causa da Acrissul (Associação de Criadores de MS) e da Fenapec (Frente Nacional da Pecuária). Isso representa o apoio de cerca de 60 associações e mais de 60 mil empresas filiadas à Federação. O presidente da Acrissul, Francisco Maia, argumenta que os índios reivindicam a ampliação das reservas desrespeitando a Constituição Federal. Segundo ele, os índios querem grandes áreas produtivas, como no Cone Sul do Estado, e causam prejuízos em 21 municípios afetando a cadeia do agronegócio como um todo, incluindo o comércio do Estado que tem a sua maior fonte de renda baseada na agropecuária. Hoje existem 80 áreas ocupadas em todo o MS. Leilão da Resistência – As associações se comprometeram a ajudar na divulgação do chamado ‘Leilão da Resistência’ que será realizado no dia 07 de dezembro no Parque de Exposições Laucídio Coelho em Campo Grande. O leilão pretende angariar recursos para organizar campanhas pró-ruralistas, manter assessoria jurídica, infraestrutura para transporte de manifestantes e segurança nas áreas de risco de conflito. O presidente da Acicg, Omar Aukar, garantiu que a entidade fará campanhas junto ao comércio para angariar doações para o leilão e o presidente da Federação das Associações Comercial e Industrial de MS, Luiz Fernando Buainain, propôs a promoção de uma campanha com distribuição de cartazes e panfletos nas lojas. “Campo forte, comércio forte” é o slogan da campanha. Diana Christie