27 de setembro de 2020
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Dona de casa que espera transplante vai à Justiça cobrar medicamento

A dona de casa sidrolandense Luzia Aparecida de Araujo Figueiredo, 33 anos, é uma dos 400 pacientes com insuficiência renal em Mato Grosso do Sul, que dependem de hemodiálise para sobreviver, na fila de espera por transplante de rins.

Há três anos ela convive com a rotina de viajar três vezes por semana para fazer hemodiálise em Campo Grande e agora foi obrigado a recorrer à Justiça para cobrar da Prefeitura e do Governo do Estado um medicamento (o Zemplar Paricalcitol) que ela com a renda de um salário mínimo (fruto de um benefício pago pela Previdência Social) não têm condições de pagar porque não é oferecido na farmácia básica da Secretaria de Saúde.

Conforme a recomendação médica ela precisa usar 12 ampolas por mês desta medicação que gera um custo mensal de R$ 717,90. A defensora pública Thaisa Raquel Medeiros entrou com ação com pedido de liminar na qual pede ao judiciário que determina em 48 horas a Prefeitura a compra do remédio ou bloqueio judicial mensal desta importância para garantir sua aquisição.

No último dia 15 a juíza Cristiane Aparecida Biberg de Oliveira, antes de tomar sua decisão, pediu o parecer da comissão de peritos do Tribunal de Justiça para avaliar o embasamento técnico desta solicitação.

O Zemplar Paricaltiol é um ativador seletivo dos receptores de vitamina D que é indicado para o caso de Patrícia porque conforme sustenta a defensora na ação, “é a única forma de tratamento clínico possível, evitando ou postergando um tratamento cirúrgico e suas morbidades”. Seu quadro atual pode evoluir para complicações cardiovasculares, insuficiência arterial periférica, conforme atestam os médicos.

O medicamento disponibilizado pelo SUS, o calcitriol, “produz efeitos indesejados que impedem a continuidade do tratamento de hiperparatireoidismo secundário”.

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