29 de novembro de 2020
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Polícia pede apoio da Força Nacional para ir à aldeia em que índio morreu

O delegado Benjamin Lax, que apura a morte de Ambrósio Vilhalba, cacique da aldeia Guyraroca assassinado nessa segunda-feira (2), pediu apoio da Força Nacional para ir ao local onde o crime ocorreu para ouvir mais testemunhas. A comunidade fica na cidade de Caarapó, a 273 km de Campo Grande.

Conforme a polícia, o suspeito do homicídio é o sogro da vítima, que está preso e, em depoimento, nega ter cometido o crime. Ele diz que não tinha desavenças com Vilhalba, apenas pequenos conflitos familiares.

A tese da polícia, segundo o delegado, é sustentada principalmente pelo depoimento das duas mulheres do cacique, que relataram tê-lo ouvido dizer o nome do assassino antes de morrer.

Vilhalba foi encontrado em casa com sinais de espancamento e esfaqueamento. Lax disse que até o momento não há indícios de que o crime tenha relação com conflitos agrários.

Ele informou ainda que não descarta a possibilidade de ter outras pessoas envolvidas na morte do cacique. O filho da vítima, Josemar Oliveira da Silva, 25 anos, disse que o corpo do pai foi sepultado às 10h de terça-feira (3).

Longa-metragem

De etnia guarany-kaiwá, Ambrósio atuou no filme Terra Vermelha, lançado em 2008. A história, baseada em fatos reais, gerou repercussão internacional, ganhando prêmios e sendo exibida em seis festivais.

O indígena interpreta o personagem Nádio, cacique de uma tribo da região. O filme-documentário, produzido em Dourados, retrata os conflitos culturais e ideológicos entre as comunidades indígenas e grandes fazendeiros.

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