28 de outubro de 2020
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Sem tetos que invadiram áreas públicas perderão direito a casas

As mais de 360 famílias de sem teto que ocupam há quase um mês uma área da Prefeitura de Dourados no jardim Clímax realiza uma passeata pelas ruas da cidade em protesto a ordem poderão entrar para uma “lista negra” e não terão direito a participar de sorteios para ganhar casas populares construídas pelo poder público. Pelo menos é isso que prevê uma lei municipal que disciplina o sorteio de casas dos programas habitacionais da Prefeitura.Os manifestantes estão cobrando do prefeito Murilo Zauith (PSB) a construção de casas populares para atender as famílias que não foram contempladas pelos programas sociais da prefeitura. Ontem os sem teto foram intimados por oficiais de justiça para deixarem a área que ocupam desde o início de janeiro em atendimento a ordem Judicial. Eles têm cinco dias desmontar os barracos de lona, mas enquanto isso fazem manifestações para conseguir suas casas. Ontem à tarde os sem teto fizeram uma passeata que passou pela Câmara e terminou na prefeitura. O “Sombrinhaço” nome dado a passeata cobrava uma posição da Prefeitura sobre a desocupação. No período da noite os manifestantes lotaram o plenário da Câmara Municipal que realizada sessão ordinária. O sem teto voltar a protestar abrindo suas sombrinhas pretas. Conforme informações da justiça os acampados tem até sexta-feira para desocupar a área pacificamente, mas se isso não acontecer à força policial deverá ser utilizada. Os sem teto estão usando sombrinha e guarda-chuvas pretos como forma de se protegerem do sol e ao mesmo tempo protestar pois se consideram em luto pelo que chamam de inércia do poder público, conforme afirmou Maurício Neguinho, um dos líderes do movimento. O diretor do departamento de Habitação da Prefeitura Antonio Carlos Cruz, conversou com lideranças dos acampados e prometeu agenda uma reunião com o prefeito Murilo Zauith (PSB) para dialogar sobre a questão. Cruz afirmou que a Lei Municipal que une os invasores de áreas públicas na “lista negra” é uma realidade e precisa ser cumprida. Nicanor Coelho, de Dourados