04 de dezembro de 2020
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Em época de alta de casos de dengue, prefeitura tem apenas quatro veículos de fumacê para atender to

A época das chuvas é o momento propício para que o mosquito da dengue Aedes aegypti se reproduza e se prolifere. A água empossada em pneus, potes, garrafas e até nas vias da Capital são os locais onde a larva do mosquito se desenvolve.

Campo Grande está passando por um período em que a chuva está presente quase todos os dias e ainda assim é possível encontrar o acúmulo de lixo e materiais, propícios para o desenvolvimento do Aedes egypti.

Hoje, a Capital possui quatro carros fumacê para 79 bairros, ou seja, menos de um carro por bairro para fazer o combate ao mosquito. De acordo com a assessoria da prefeitura, por meio do CCZ (Coordenadoria de Controle de Zoonozes), esse número de carros é o suficiente para a demanda de casos suspeitos. Caso seja necessário, mais carros serão colocados à disposição, chegando a 20.

Na rua Anahí, próximo ao número 327, pode-se encontrar uma pilha bastante grande de lixo, com latas e potes cheios de água. A vizinhança do local está bastante preocupada e um grande número de pessoas já teve dengue.

Agnaldo Fernandes dos Santos, 43, consultor, tem uma residência localizada em frente a esse acúmulo de materiais. De acordo com ele, seu vizinho é um tipo de andarilho. Há mais de 10 anos ele recolhe diversos materiais pelas ruas vizinhas e deposita em frente ao seu barraco. O consultor já entrou em contato com a Sesau (Secretaria de Saúde) e pediu para que fosse feita a limpeza, os agentes ficaram de providenciar a solução, porém, até hoje não apareceu ninguém para recolher o lixo.

Já na rua São Roque com a avenida Ernesto Geisel há novamente acúmulo de materiais favoráveis a procriação do mosquito provenientes de uma “compra de sucatas”. Jailson de Souza possui sua mecânica ao lado desse local e ao lado também de um terreno baldio. Conforme conta o mecânico, ele já pediu até ao MSTV para fazer uma matéria denunciando, mas não foi resolvida a situação. “O problema não é o terreno em si, mas sim os vizinhos que despejam todo o tipo de coisa no terreno. O fiscal vem, olha e vai embora, nada é feito. Quando há vento ou chuva eu encontro de tudo aqui na frente de casa, papel higiênico, absorvente, fraldas e tudo isso entope os bueiros”.

Nos bairros identificados através do Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por  Aedes aegypti) com focos do mosquito estão sendo realizadas ações como mutirão de limpeza, borrifação de pontos e ação de bloqueio com bomba costal motorizada e bomba pesada. Já os donos de terrenos baldios e casas fechadas estão sendo chamados para realizar a limpeza e manutenção do local.

Ainda de acordo com as informações obtidas através da assessoria da prefeitura, hoje são 450 agentes e 79 supervisores trabalhando no combate a dengue no período em que há maior índice da doença. Até nesta sexta está sendo realizado o Lira, que será utilizado para fazer o direcionamento das ações de combate a dengue.

Tayná Biazus