04 de dezembro de 2020
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Reitoria da UFMS deixa de aplicar recursos no Hospital Dia a cinco anos

Diana Christie

O MPF (Ministério Público Federal) instaurou uma sindicância para apurar possíveis irregularidades na demora injustificada na execução das obras de ampliação e aquisição de equipamentos para o Hospital Dia, vinculado ao Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, depois de um pedido da vereadora Luiza Ribeiro (PPS) e do deputado Geraldo Resende (PMDB).

Gerido pela UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), o Hospital Dias recebeu do Ministério da Saúde R$ 206,2 mil pelo Fundo Nacional de Saúde referente à primeira parcela do total de R$ 1,6 milhão garantidos por emenda do deputado Geraldo Resende.

De acordo com Luiza Ribeiro, os recursos do setor que atende pessoas portadoras de HIV/Aids e outras doenças infecciosas, foram disponibilizados há quase cinco anos e a falta de ampliação prejudica tanto aos pacientes quanto aos estudantes de medicina, psicologia e nutrição que poderiam ter aulas práticas no lugar. “A gente espera que agora sejam atendidas essas necessidades e que os equipamentos sejam instalados”, afirmou.

Foram enviados 39 ofícios nos últimos cinco anos para a direção do Hospital Universitário e para a reitoria da UFMS cobrando providências, mas só com a sindicância os resultados vieram. “Ontem mesmo sabemos que teve uma reunião de urgência na UFMS”, revelou a vereadora.

Durante a visita do ministro da educação Aluizio Mercadante, Luiza Ribeiro juntamente com o vereador Coringa (PSD), servidores, professores e alunos do movimento Ocupa Reitoria chegaram a protocolar um pedido de afastamento da reitora Célia Maria, mas ainda não obtiveram resposta. “Ela não admite crítica. Faz perseguição. Agora ela colocou grade em volta da reitoria. Isso não pode. É um lugar público onde todo mundo tem acesso”, critica Luiza.