11 de maio de 2026
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OLHAR CONTEMPORÂNEO

Adriane faz a leitura de seu tempo com os pés no amanhã

Prefeita se desdobra para atrair parcerias contemporâneas e prevenir Campo Grande de dissabores futuros

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Até usando a imaginação é muito difícil dimensionar as dificuldades que desafiam os poderes públicos, sobretudo o Executivo, num município de quase um milhão de habitantes, milhares de bairros, carros, equipamentos e visitantes que nele desembarcam diariamente a trabalho ou em busca dele, a passeio ou de mudança. Campo Grande é um gigante urbano que cresce de maneira alucinante, numa intensidade que praticamente ignora se há ou não todas as condições para suportar sem solavancos este crescimento.

Se os campo-grandenses dependessem da sorte ou de acasos, com toda certeza suas esperanças estariam indo por água abaixo. No entanto, o quadro que se vislumbra é outro. As dificuldades são muitas e são enormes; mas há um fator que começa a fazer a diferença na gestão da cidade. Governada por uma mulher eleita nas urnas pela primeira vez em sua história, a Capital de Mato Grosso do Sul vem rebatendo os ataques sociais e econômicos que compõem as demandas e carências produzidas por seu gigantismo.

Prefeita campo-grandense assumiu desafio de ser a 1º mulher eleita a comandar a capital sul-mato-grossense. Foto: ReproduçãoPrefeita campo-grandense assumiu desafio de ser a 1º mulher eleita a comandar a capital sul-mato-grossense. Foto: Reprodução

A prefeita Adriane Lopes — eleita pelo Patriota e agora no PP — está no exercício da titularidade desde abril de 2022. Nestes 14 meses, ela poderia ter sucumbido política e administrativamente à desidratação financeira que herdou. Todavia, não medrou. Encarou o contexto desfavorável e passou a imprimir, com paciência e sem afobação, mas com firmeza, uma dinâmica de qualificação gerencial que começa a fazer da cidade do futuro a cidade do presente.

ENGRENAGEM TRANSVERSAL 

Todas as políticas públicas de serviços e atividades meio e fim, hoje rodam numa engrenagem transversal, que tem como núcleo central a saúde financeira. Ainda não é plena, sofreu duros abalos na composição das suas receitas e critérios de investimentos que foram planilhados sem adequadas garantias.

Adriane  empregou uma metodologia eficaz de economia, com a recomposição das prioridades, elegendo no tôpo a manutenção dos repasses salariais em dia, a recuperação viária, o funcionamento de serviços básicos, como saúde e educação, minimamente ajustados à estrutura e à capacidade de atendimento da máquina. Na semana passada, a prefeitura colocou na conta dos 27 mil servidores municipais cerca de R$ 130 milhões — salários de junho, que chegam antes do combinado para fazer a alegria e o alívio de milhares de famílias e de todos os núcleos da economia, do comércio e da indústria ao consumo geral.

O presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, assumiu durante o encontro, o compromisso de parceria do seu país com Campo Grande. Foto: PMCGO presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña, assumiu durante o encontro, o compromisso de parceria do seu país com Campo Grande. Foto: PMCG

A prefeitura precisa se reestruturar e Adriane já viu. Está tomando as providências para assegurar, por exemplo, a cobertura de deficiências nos pontos estratégicos de serviços essenciais. Todas estas ações implicam, entretanto, alargar os horizontes. E é este um dos maiores capítulos da história que a prefeita começa a escrever com a sociedade: transformar Campo Grande, de fato e de direito, no mais forte e confiável endereço de desenvolvimento econômico — uma ambição legítima e futurista de quem põe os olhos no futuro, que traz consigo as realidades progressistas da Rota Bioceânica.