28 de abril de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Lula amplia vantagem sobre adversários no 1º turno, diz Atlas/Bloomberg

Quando a lista de candidatos aumenta, pouca coisa muda na dinâmica central

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A disputa presidencial voltou a mostrar fôlego para o atual ocupante do Planalto. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado nesta 3ª feira (28.abr.26) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu a sequência de aproximação registrada nos últimos meses e abriu vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida de primeiro turno.

Lula aparece agora com 46,6% das intenções de voto — um avanço em relação a março. Já Flávio Bolsonaro, que vinha encurtando a distância, oscilou para baixo e marcou 39,7%. 

Atrás deles, o cenário segue pulverizado. Renan Santos (Missão), que já chegou a pontuar mais, caiu para 5,3%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem tecnicamente próximos, ambos na casa dos 3%. O dado que chama atenção é o baixíssimo índice de indecisos: brancos, nulos e quem não sabe somam apenas 0,6%.

Quando a lista de candidatos aumenta, pouca coisa muda na dinâmica central. Lula mantém a liderança com 44,2%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 39,3%. Os demais nomes seguem com desempenhos marginais — Renan Santos com 5,1%, Zema com 3,5% e Caiado com 3%. Samara Martins e Ciro Gomes aparecem mais abaixo, sem impacto relevante na disputa até aqui.

Um outro teste feito pelo instituto mexe com o tabuleiro: a ausência de Lula. Nesse cenário, Fernando Haddad assume a posição do PT e encosta em Flávio Bolsonaro. Os dois ficam em empate técnico, com 40,5% e 39,2%, respectivamente. Aqui, cresce também o número de eleitores que optam por branco ou nulo, sinal de menor consolidação.

Se o primeiro turno indica vantagem de Lula, o segundo turno é território de incerteza. No confronto direto entre o presidente e o extremista de direita, há um empate técnico milimétrico: 47,8% para Flávio Bolsonaro, 47,5% para Lula.

Nos demais cenários testados, Lula leva vantagem. Venceria Jair Bolsonaro, mesmo fora da disputa, além de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Já sem Lula na urna, o quadro muda: Flávio Bolsonaro passa a liderar com mais conforto, derrotando tanto Fernando Haddad quanto Geraldo Alckmin.

A pesquisa também mediu o humor do eleitor com o governo. Não houve mudança significativa. A aprovação da gestão Lula segue em 42%, enquanto a reprovação marca 51,3%. O restante considera o governo regular.

Quando o foco é a figura do presidente, o país continua dividido. A desaprovação chega a 52,5%, ligeiramente menor que no mês anterior. Já a aprovação oscila para 46,8%. 

O levantamento ouviu pouco mais de 5 mil eleitores entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual.