26 de janeiro de 2021
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Assembleia Legislativa

AL: MDB interessa à estratégia política da governabilidade

A força política e eleitoral do MDB em Mato Grosso do Sul não pode ser minimizada, tampouco descartada, nesta hora em que é prioritário construir alicerces bem sólidos de governabilidade. É esta a avaliação que sustenta a idéia e o crescimento de uma nova alternativa para entrar na composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, mais especificamente com a abertura de espaço para um nome das fileiras emedebistas.

Se a candidatura do deputado Paulo Corrêa (PSDB) já se consolidou e está com a quase totalidade de apoio dos 23 parlamentares, ainda perduram impasses para a definição dos demais cargos, principalmente a primeira e segunda secretarias. A semana começou com esse desafio instigando os articuladores do consenso. Uma das sugestões é para que a escolha de um nome do MDB possa recair sobre Márcio Fernandes.

A motivação dessa escolha vai além de um possível direcionamento de aspecto pessoal. Fernandes tem todas as condições para ocupar posições de gerenciamento e liderança na estrutura orgânica do poder. Porém, o que fala mais alto neste processo é a condição que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) terá para conduzir os próximos quatro anos de mandato. À sua espera estão longos e complicados dias de crises locais e conjunturais na economia e na administração de demandas políticas e administrativas nem sempre pacíficas.

Para enfrentar o ambiente imprevisível e certamente hostil que o cenário econômico vai apresentar, o Estado precisará superar o que já fez em superação no primeiro mandato tucano. A experiência vitoriosa nesse período tem como referências a segurança e a confiabilidade que foram garantidas ao governador e ao governo por parte de sua base de sustentação, tendo o PMDB-MDB como destacado protagonista.

Com uma bancada de sete parlamentares, que é quase um terço da Casa, e uma de suas principais lideranças estaduais (Júnior Mochi) no comando da Mesa Diretora, o partido foi fundamental na solução de desafios, equilibrando e aliviando tensões e contribuindo com as respostas necessárias às agendas de crise e ameaças de instabilidade. Esse acúmulo dá ao MDB o cartão de ingresso para perfilar entre as alternativas que estrategicamente interessam aos tucanos e seus aliados na gestão de Mato Grosso do Sul.