29 de novembro de 2020
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PESQUISA

Apoio a Bolsonaro despenca na Capital e Marquinhos é bem avaliado

Em MS presidente já tem eleitorado afetado por suas ações políticas

Em dois meses a aprovação de Jair Bolsonaro despencou 15 pontos, é o que mostra a pesquisa da Ranking Comunicação, divulgada hoje, 3ªfeira (5.maio), realizada em Campo Grande, por meio de telefone, onde foram coletadas opiniões de 1200 pessoas, entre os dias 28 de abril e 2 de maio. 40,33% dos eleitores acreditam que Bolsonaro vai de ruim a péssimo como Presidente da República. Sua queda mais expressiva vem no encalço das acusações e após a demissão do seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em abril. Em contraponto, o prefeito de Campo Grande, Maquinhos Trad (PSD) aparece com 54,17% de aprovação dos campo-grandenses e 68,25% opinam que ele acertou nas ações contra a Covid-19, 21,17% que errou, e 10,58% não souberam ou não responderam.

A reação moderada diante da crise também desgastou a popularidade de Reinaldo Azambuja (PSDB), reprovado por 36,25% dos campo-grandenses. Por outro lado, mesmo adotando medidas impopulares como fechar o comércio e suspender o transporte coletivo Marquinhos aparece bem avaliado, onde os 54,17% dos eleitores dizem que sua gestão é ótima ou boa.

ASPECTOS 

Antes da Covid-19, Bolsonaro tinha alta popularidade em Mato Grosso do Sul. Até março, segundo uma pesquisa da Raking, o presidente tinha 43,25% do apoio dos campo-grandenses, o recuo nesse indicador foi expressivo após a saída do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido do cargo no início de abril.

Bolsonaro demonstra não entender as indicações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pediu várias vezes para a população ir contra, sem sucesso, ele recuou e moderou as falas sobre a doença. Hoje os números são alarmantes em todo o Brasil, com mais de 108 mil brasileiros infectados e mais 7,3 mil mortos, o país é o sétimo com mais casos da doenças no mundo. 

As ações de Marquinhos Trad em Campo Grande colocaram a Capital como a ser a que tem menos casos da doença, isso porquê Trad ignorou os pedidos do presidente e seguiu a política de isolamento social, indicada por Mandetta.    

O presidente brasileiro também participou de manifestações e fez discurso em rede nacional contra prefeitos e governadores que fecharam suas cidades para evitar tragédias sem precedentes. Na ocasião, Bolsonaro alegara que ‘todos, 70% seriam de qualquer forma infectados pelo vírus’, segundo ele próprio, mas não apresentou nenhuma estimativa contundente para basear a afirmação. 

Após Mandetta ganhar grande destaque por suas ações frente à Saúde e manter a política de isolamento social, indo contra o que queria o presidente, Bolsonaro decidiu o demiti-lo em 16 de abril. 64% dos brasileiros foram contra a exoneração de Mandetta, de acordo com o Datafolha.

Em seguida, Bolsonaro enfrentou o pedido de demissão do ex-juiz Sergio Moro, do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Considerado herói pelos seguidores do presidente até deixar o cargo, o magistrado famoso na Operação Lava Jato acusou o capitão de demitir o delegado Maurício Valeixo para interferir politicamente na Polícia Federal. As acusação, dentre elas de pedidos de relatórios de inteligência da PF, foram confirmadas por Bolsonaro, mas moderadas para parecer que o que pretendia receber eram relatórios da PF para condução do País. A oposição alega que o presidente tenta defender seu filho. 

A polêmica elevou a tensão política em Brasília quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vetou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, amigo dos filhos do presidente, como diretor-geral da Polícia Federal.

Segundo a Ranking, o percentual dos que consideram Bolsonaro ruim e péssimo saltou de 24,92% em março para 40,33% neste mês. Em abril, o levantamento já tinha apontado piora na popularidade presidencial, com reprovação de 35,83%.

Em maio, 29,7% dos campo-grandenses avaliam a gestão de Bolsonaro como ótima/boa, contra 43,25% em março e janeiro deste ano. No mês passado, o índice já tinha caído para 30,25%. Outros 25,17% o avaliam como regular, contra 27,33% em março deste ano.

Já o prefeito Marquinhos foi aprovado por 54,17%, de acordo com a Ranking. Em abril, este índice era de 52,5%. A reprovação do prefeito ficou estável, em 15,08%, contra 16% no mês passado.

Os números revelam que a estratégia de comunicação do prefeito – que vem realizando live diariamente nas redes sociais – surtiu efeito. Marquinhos determinou a suspensão das atividades em meados de março e vem autorizando a retomada de forma gradual, mesmo diante do impacto econômico.

 

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