29 de novembro de 2020
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Contrariando diretrizes nacionais, Azambuja investe em união com PT

O deputado federal, Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), afirma que embora a ordem nacional seja cada um por si, no que diz respeito à relação entre os nacionalmente rivais PT (Parido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), em Mato Grosso do Sul existe a possibilidade dessa realidade ser diferente.

Reinaldo relata que mesmo com a recusa das lideranças nacionais em abrir uma base de diálogo, no governo de alguns estados, como é o caso de Mato Grosso do Sul, essa recomendação não ganhou força e tem gerado novas possibilidades. “Sempre digo que possibilidades existem desde que nossos propósitos sejam os mesmos e que nossas propostas e nosso plano de governo conversem entre si”, afirma.

O deputado tem se voltado cada vez mais para os petistas aqui no Estado. Tanto que, ele próprio ameniza, ao contrário de lideranças históricas de seu partido como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a gravidade das recentes prisões do mensalão em prol da manutenção da política da boa vizinhança entre os dois partidos no Estado.

Azambuja também não enxerga o mensalão, um dos maiores escândalos políticos do Brasil, articulado diretamente por integrantes do PT, como um empecilho para a aproximação, tendo em vista o desejo dos próprios integrantes do partido em ver a punição dos acusados. “Não vejo isso como um empecilho, quem presidiu a CPI que desencadeou o mensalão foi um petista. Todos somos contra a corrupção, independente de partido. O desejo que deve unir os partidos é o bem-estar da população”, conclui.

Clayton Neves e Heloísa Lazarini