30 de setembro de 2020
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Bastidores especulam chapa com Azambuja senador e Zé Carlinhos governador

O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), que aguarda a próxima quarta-feira, 30, para decidir qual o cargo pretende disputar este ano, estaria cogitando um “Plano C” em que ele concorreria ao Senado em uma coligação com o PSB, (Partido Socialista Brasileiro), do prefeito de Dourados Murilo Zauith, que lançaria para governador o ex-prefeito de Angélica e ex-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) José Carlos Barbosa.  A informação é do próprio José Carlos. Segundo José Carlos que até o momento se declara pré-candidato a deputado estadual, na semana passada Azambuja esteve em Dourados e conversou com Murilo. "Houve um encontro entre Reinaldo e Murilo em que os dois discutiram a possibilidade de uma aproximação dos partidos caso o PSDB não forme uma aliança com o PT e nesse caso foi cogitada a possibilidade de lançar uma chapa com o PSB disputando governo e o Reinaldo, pelo PSDB, disputando Senado", explica. No último sábado, durante a sétima edição do Pensando MS, Azambuja admitiu que estava tentando tornar exequível a aliança com os petistas, apoiando Delcídio para o governo e lançando-se ao Senado, mas ressalvou que o maior obstáculo a esse entendimento tem sido a militância local e a direção nacional do PT. Com isso, o deputado tucano estaria próximo de abraçar seu “Plano B”, candidatando-se a governador. Zé Carlinhos - apelido carinhoso que o ex-dirigente da Sanesul ganhou no início de sua trajetória política, em Angélica, cidade que administrou de 1989 a 1992 -, deixou a direção da empresa este mês justificando que se candidataria a deputado estadual. Fiel à liderança do governador André Puccinelli (PMDB), concordou em filiar-se no PSB, juntamente com a ex-secretária da Produção, Tereza Cristina. O PSB tentou em um primeiro momento, por recomendação da cúpula nacional, fazer o voo solo e lançar uma chapa concorrendo ao governo estadual. O prefeito de Dourados Murilo Zauith, seria o nome da vez. Mas ele recuou, não sem antes conversar com André Puccinelli e Delcídio do Amaral, a quem explicou que não poderia sacrificar o compromisso de concluir seu mandato na prefeitura. No entanto, ao que tudo indica, com o fim do sonho de aliança entre petistas e tucanos, Murilo pode conquistar seu objetivo de lançar um nome ao governo e ter um palanque digno para o presidenciável Eduardo Campos com este plano C de Azambuja. O que parece não ter agradado o governador André Puccinelli e o pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, Nelson Trad Filho que, segundo José Carlos, aproveitaram a visita a Dourados ontem, para conversar sobre as eleições com Murilo. "Ainda é preciso esperar até o dia 30, mas foi cogitado que caso o PSB e PSDB formassem uma aliança, meu nome poderia ser indicado para o governo e Reinaldo ao Senado", afirma José Carlos. Ele, no entanto, faz questão de deixar claro que antes do dia 30 não existe nenhuma possibilidade de definições e tudo que está sendo discutido até o momento são possibilidades. Heloísa Lazarini e Edson Moraes