07 de agosto de 2020
São Paulo 39º 24º

Bernal questiona interesse de vereadores que criticam projeto de redução da tarifa de ônibus

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), rebateu as críticas de vereadores que consideram inadequado o uso da reserva de contingência, verba guardada para situações de calamidade pública, para repor a arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), imposto isento no projeto que reduziu a tarifa de ônibus de R$ 2,75 para R$ 2,70 nos meses de novembro e dezembro.

“O fato de você não arrecadar o ISS não quer dizer que deixa de ter recursos para qualquer catástrofe. Campo Grande tem recursos de sobra. São cerca de R$ 600 mil que deixam de ser arrecadados, mas aquecem a economia. O patrão deixa de gastar com o transporte dos funcionários e acaba contratando mais serviços, gerando empregos. É um ciclo virtuoso”, defendeu.

Segundo o prefeito, o plano para recuperar esse fundo já está pronto. “Vamos fortalecer a reserva ao cobrar dívidas ativas e o orçamento municipal será preservado. São dívidas gigantes que nunca foram cobradas. Nós vamos executar”, explicou.

Bernal ainda alfinetou os vereadores que estariam travando projetos que só trariam benefícios à população. “Eles estão defendendo qual interesse? É o da população? O impacto econômico não é nocivo e vai beneficiar milhares de pessoas. O recurso de contingência não vai sofrer nenhuma fragilização. E esse recurso vai ficar no bolso do campo-grandense”, afirmou.

Apesar de declarar não ser especialista em “futurologia”, Bernal está confiante de que o valor reduzido da tarifa será estendido para o ano de 2014, pois “o que é bom para o povo, tem que aprovar”.

Diana Christie