30 de novembro de 2021
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Cerca de 95% do PMDB sul-mato-grossense é contra apoio a Dilma, afirma Mochi

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O presidente regional do PMDB, deputado Junior Mochi, afirmou hoje, em entrevista ao programa de rádio Tribuna Livre da Capital FM, que cerca de 95% do partido sul-mato-grossense é contra o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) uma vez que o Partido dos Trabalhadores já possui um palanque para a presidente por meio da pré-candidatura do senador Delcídio do Amaral ao governo do Estado.

Segundo Mochi, no caso do PMDB de Mato Grosso do Sul, o apoio a Dilma não é polêmico nem mesmo divide o partido como tem sido veiculado. "Na verdade esse dissidência é muito menor do que se fala. Existe apenas o deputado Jerson Domingos  e soube também do ex-presidente do partido, mas eu conversei com todos os presidentes dos diretórios municipais e para não dizer 99%, afirmo que 95% é contra o apoio à presidente Dilma", explica. Vale lembrar, que além de Jerson, o governador André Puccinelli é um dos principais defensores da reelição de Dilma no Estado.

Conforme as palavras de Mochi, o PMDB está alinhado com o discurso e posicionamento de seu pré-candidato ao governo Nelson Trad Filho, que, depois do encontro regional de Dourados, no último sábado, parece, de fato, ter tomado as rédeas do partido e começa a comandar a formatação de sua pré-campanha. Nelsinho sempre se disse contrário ao apoio à reeleição de Dilma, mesmo tendo Michel Temer, que é do PMDB, como vice-presidente da República.

Ao que tudo indica, o PMDB de Mato Grosso do Sul deve permanecer dividido, ou parcialmente dividido, em relação à eleição presidencial, e isso, no entanto, não deve ser um grande problema para a executiva nacional do partido. Segundo o presidente nacional da sigla senador Valdir Raupp, que esteve em Dourados sábado, hoje, existem quatro estados em que há divergência em relação ao apoio a Dilma. "Hoje temos indefinições ainda na Bahia, Rio de Janeiro, que está abrindo dissidência, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul", explica. Conforme Raupp, o quadro em Santa Catarina, está praticamente revertido favoravelmente ao apoio a presidente.

O senador explica que, o PMDB tem um caráter democrático partidário, o que pode significar, que a sigla irá aceitar algumas dissidências regionais, mas irá trabalhar para angariar o apoio do maior número de peemedebistas dentro dos grupos que não apoiarão Dilma. "O PMDB é um partido muito democrático, tem uma democracia interna extraordinária e tem entendido algumas situações regionais. Quando não há possibilidade de um fechamento com partido que estamos aliados hoje que é o PT nacional tem sido dado liberdade para o PMDB trabalhar, mas credito que hoje temos de 80% a 90% do PMDB apoiando a Dilma."

Raupp finaliza dizendo que o objetivo da nacional do PMDB é reeleger Dilma e Temer, e que para isso o partido irá buscar voto a voto de cada um de seus filiados. "Acredito que, mesmo em estados dissidentes, vamos conseguir uma boa parcela do partido que acabará apoiando a candidatura de Dilma."

Heloísa Lazarini