13 de agosto de 2020
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CPI da Saúde vai investigar veracidade das declarações feitas pelo diretor da Telemídia

Diana Christie

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de inquérito) da Saúde da Assembleia Legislativa, deputado Amarildo Cruz (PT), informou que a comissão visitará os locais onde a Telemídia alega ter instalado o sistema Gisa e admitiu a possibilidade de uma oitiva para acareação entre o diretor-presidente do IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação), Luiz Alberto Azevedo, e o diretor do Consórcio Telemídia e Technology International, Naim Alfredo.

“Faremos uma reunião para definir as visitas nos locais onde se têm módulos funcionando. Estamos nos baseando na palavra do presidente da empresa. Tem muito para esclarecer. A questão do código-fonte, por exemplo. Estiveram aqui dois secretários que afirmaram não ter recebido os códigos-fontes. Precisamos fazer uma acareação para desvendar esse mistério”, aponta Amarildo.

O deputado também defendeu a decisão da prefeitura de pedir o ressarcimento dos R$ 9,8 milhões investidos o sistema Gisa. Segundo ele, o Ministério Público também deve exigir o reembolso caso seja comprovado que o sistema não foi instalado porque quase 90% do projeto foi pago pelo Ministério da Saúde.

Já o deputado Lauro Davi (PSB) não acredita que a devolução seja possível. Para ele, a justiça pode, apenas, obrigar a empresa a concluir a instalação do sistema. “Eu duvido da devolução do dinheiro investido porque houve ato jurídico perfeito. Se a secretaria da época foi negligente é outra história. Até porque parte do serviço foi feito”, defende. Ele compara a Gisa com uma compra malfeita. “Comprou o sapato sem considerar o número do pé. Não se adaptava, não tinha estrutura”, reclama.

Se o impasse não for resolvido pela atual administração, a CPI da Saúde também considera a possibilidade de reconvocar o ex-secretário municipal de saúde, deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM), para nova acareação.