28 de novembro de 2020
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Deputados apresentam documentos que comprovam ausência de irregularidades na implantação do Gisa

Os deputados estaduais peemedebistas, Marquinhos Trad e Júnior Mochi apresentaram na manhã de hoje à imprensa, diversas provas documentais que isentam de irregularidades a implantação do Sistema Gisa em Campo Grande, iniciada em 2009 durante gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB). O sistema orçado em quase R$ 10 milhões previa entre outros benefícios agendar as consultas nas UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) através do telefone.

Segundo Marquinhos Trad, todos os trâmites necessários para instalação e funcionamento do Gisa foram executados, e somente após a troca da gestão da prefeitura da Capital é que os problemas foram desencadeados. “No governo do Nelsinho nove dos 12 módulos do Gisa estavam em perfeito funcionamento e são esses mesmos nove que estão implantados até hoje, porque depois da entrada do atual prefeito o andamento simplesmente parou e nada mais foi feito”, disse.

O deputado apresentou quatro ofícios da Telemídia, empresa responsável pelo desenvolvimento do programa, destinados ao atual secretário de saúde, Ivandro Fonseca. Nos documentos, a empresa solicitava, em caráter de urgência, uma reunião a fim de retomar os procedimentos de implementação do projeto. o último ofício, segundo Marquinhos, é de 7 de outubro deste ano. “A falta de diálogo da administração atual com a empresa que desenvolveu o programa só mostra o descaso da administração com o projeto e comprova que tudo não foi concluído ainda por falta de bom senso”, disse Marquinhos.

O deputado Junior Mochi apresentou também uma lista com os nomes e contatos de 45 profissionais que passaram por uma capacitação de três meses a fim de auxiliar na execução do Software Gisa, essa foi uma das exigências feitas pela empresa Telemídia. Os contratados que já estavam trabalhando na execução do programa foram exonerados no dia oito de janeiro deste ano sem motivo aparente, o que dificultou mais ainda a conclusão da implantação do sistema na Capital.

O deputado conclui dizendo que irá pedir que a CGU (Controladoria Geral da União) realize uma perícia para apurar com maior precisão qualquer dúvida que ainda possa existir em relação a licitação, implantação e utilização do sistema Giza. “Tudo deve ser elucidado, esse é nosso compromisso e não podemos fugir disso”, relata.

Pedido de Sindicância: Aproveitando a oportunidade o deputado estadual Marquinhos Trad comentou ainda o pedido feito pelo deputado estadual e presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da saúde, Amarildo Cruz (PT), que solicitou o indiciamento do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho. “O Amarildo deveria estudar um pouco mais pra saber que o relatório não serve pra indiciar ninguém e mais como se pode indiciar alguém que ele nem teve a coragem de convocar para prestar esclarecimentos. Acredito que o Amarildo não pode falar muito em moralidade, até porque ele é réu em uma ação de R$16 milhões envolvendo a Agehab”, afirma.

Clayton Neves