25 de novembro de 2020
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POLÍTICA

"Gado a gente marca, mas com gente é diferente", diz Cármen Lúcia sobre robôs no debate político

"Ditador não gosta de gente, gosta de chicote, gosta de máquina", alertou a magistrado

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou serem "absolutamente ilegais" as milícias virtuais, e que - apesar de "antidemocrático" - robôs estão sendo empregados para influenciar o debate político em ambientes digitais. De acordo com a ministra: "No mundo inteiro estamos vendo o fascismo chegar perto, mas não chega pela forma tradicional, chega com os robôs, se entronizam em espaços que a gente nem percebe",  disse durante live promovida pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) no último doingo (3.maio). 

“No mundo inteiro estamos vendo o fascismo chegar perto, mas não chega pela forma tradicional, chega com os robôs, se entronizam em espaços que a gente nem percebe.”

Cármen Lúcia acrescentou: 

“Nem se sabia até há muito pouco tempo se era alguém do outro lado ou se havia a possibilidade de haver um robozinho a serviço – que me pareceu sempre – da anti-democracia, do fascismo, do autoritarismo e da ditadura. São esses que querem se valer de máquinas porque não podem contar com pessoas.”

Segundo o portal Terra, a magistrada continuou:

“Ditador não gosta de gente, gosta de chicote, gosta de máquina. Ele manda na máquina e quebra ela se não fizer o que quer.” 

A ministra Cármen Lúcia ainda citou a letra da música “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros: 

“Gado a gente marca, mas com gente é diferente”.